sábado, 13 de agosto de 2011

Back to Black

Não, este post não tem nada a ver com a Amy Winehouse (só para quem, ao ler o título, se tenha lembrado de tal coisa).
É apenas mais um capítulo da saga da minha vida (tudo o que é demais enjoa...e isto já deve estar mais enjoativo do que a saga Twilight...). Enfim, adiante...
Gostaria muito de, pela primeira vez, poder "presentear" (se é que se pode considerar como tal) as raras pessoas que ainda visitam esta promíscua página com coisas lindas e positivas, para vos levantar o ânimo...quiçá colocar aqui umas imagens "fofinhas", umas citações filosóficas, umas frases inspiradas. Mas essa nunca foi a natureza deste blog e, lamento informar-vos, eu também ainda não mudei assim tanto.
Já tenho idade para ter juízo, é verdade, mas (dependendo do que as pessoas considerarem juízo) ainda estou um bocado longe de o alcançar.
Estou de férias há um bom tempo (quem diria...) e, se fosse há uns anitos atrás, deveria ter coisas mais animadas para colocar aqui acerca de bons momentos que já teria vivido. Mas parece que à medida que crescemos, a magia das coisas desaparece...ou porque nos tornamos mais exigentes, ou porque sentimos necessidade de outras coisas ou, simplesmente, porque os bons momentos deixam de existir. 
Que exagero! Os bons momentos existem, basta procurá-los... Juro que já fiz isso. Procurei por todo o lado e não os encontrei...é verdade que às vezes "arrumo" coisas e mais tarde não faço ideia do paradeiro delas mas acho que desta vez não é esse o caso. Acho que eles realmente não existem para mim (e não me venham dizer que é porque não quero porque, infelizmente, há muitas coisas que quero e não tenho...como toda a gente, é claro!). Mas desta vez não é culpa minha, juro...
Digamos que estou (de novo) numa daquelas fases que, afinal, já não são novidade nenhuma. É melhor aceitar isto como uma parte indissociável de mim.

É assim que isto funciona: uma parte das pessoas nasce para fazer coisas boas, para "embelezar" o mundo, para criar felicidade para si e para os outros; a outra parte nasce para fazer o inverso...
Odeio as "regras" deste mundo. Não basta ter alguns bons princípios para merecer a admiração dos outros, não basta fazermos o melhor que podemos para termos sucesso.
O segredo para sermos aceites na generalidade é: sermos bonitos, ricos (q.b), sociáveis, extrovertidos e termos algumas habilidades (à excepção de alguns casos pontuais).
Odeio pensar desta maneira tão estereotipada mas infelizmente é com esta realidade que me deparo e daí tiro as minhas conclusões, ainda que não tenham o mínimo sentido.
Claro que ninguém precisa ter dezenas de amigos, "rios" de dinheiro, uma vida social demasiado activa e um número elevado de habilidades/qualidades/talentos nem de ser um top model para ser feliz...
Mas há limites para tudo...e um pouco de tudo isso é o mínimo que se poderia exigir para cada ser humano. A vida não é justa, eu sei. E há pessoas com tão pouco e que, ainda assim, são felizes.
Mas não há medidas certas nem receita para a felicidade... E embora grande parte dessa felicidade dependa de nós, continuo a acreditar que ainda precisamos muito dos outros.

1 comentário:

Anónimo disse...

hola, está fixe, menos a parte que há limites, discordo completamente, nao existem limites somos nós que os criamos eles nao estao lá;) una buena continuação senhorita hasta;)