sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Olá a todos.

Antes de mais, quero começar por desejar a todos um óptimo 2011 e que, neste novo ano, consigam alcançar muitas vitórias, contrariando todas as expectativas negativas que nos rodeiam.

Em segundo lugar, quero falar sobre um comentário que foi feito neste blog, por alguém que não conheço. Para já, agradeço a sua "preocupação" e os conselhos. Concordo com algumas das suas palavras mas, obviamente, não podia deixar de ficar consternada com outras. Sei bem que escrevo coisas tristes e deprimentes há muito tempo mas creio que uma das finalidades deste blog (para mim) é precisamente desabafar aquilo que me incomoda. Se pareço "triste há muito tempo", como o autor do comentário referiu, é precisamente porque escrevo as minhas inquietações e preocupações e creio que todos as temos, em todas as fases da vida. Portanto, se há três ou quatro anos, me inquietava o Mutismo Selectivo, nada me parecia mais normal do que falar sobre ele; se há um ano atrás andava revoltada com o mundo e as pessoas por motivos mais pessoais, também me parecia perfeitamente normal fazer desabafos sobre isso; se hoje tenho outro tipo de preocupações também me sinto no direito de as expressar. Resumindo, tudo aquilo que escrevo é o que me "vai na alma" e se não tenho coisas mais felizes para expressar, naturalmente não vou inventá-las (até porque "inventar" coisas tristes é muito mais simples, estão sempre muito mais presentes).
Mas não me parece que existam razões para considerar o meu blog uma "carta de suicídio", porque uma pessoa que escreve cartas de suicídio tão longas, não deve estar propriamente desesperada ao ponto de cometer um atentado tão fatal contra si próprio. E, apesar de não parecer, ainda estou (ou sou) bastante racional.
Podia perfeitamente ir procurar uma vida, arranjar algo interessante e produtivo para fazer, mas para quê? Já tenho muitas coisas que me ocupem (e, sim, auto-deprimir-me é uma delas, por vezes). Só para concluir (e espero esclarecer alguma dúvida), o que eu escrevo não é derivado de nenhuma perturbação ou patologia mental (embora às vezes pareça), mas sim da minha forma de pensar e encarar o mundo. E espero que as pessoas compreendam isso de uma vez por todas. Não escrevo para agradar ninguém nem para satisfazer os desejos literários dos outros (para isso é que existem grandes livros de grandes escritores!).

P.S: Ainda que não seja um elogio, agradeço (ainda que com alguma ironia) a comparação com o Kurt Cobain, apesar de não me identificar minimamente com ele nem com o fim que ele teve. A esta altura deve estar muito menos lúcido do que eu (lamento o sarcasmo da minha afirmação).

Para os outros leitores (aqueles que me conhecem), vim só actualizar. Tive uma fase muito ocupada e cansativa (de exames) e agora tenho finalmente alguns dias de descanso (merecidos, acho eu, apesar de ainda não estar satisfeita com os resultados...nada que seja novidade).


(30 Seconds to Mars - Closer To The Edge)

Apesar do título desta música (fantástica), não estou perto do precipício ou do limite (ou coisa que o valha). Não estou nem feliz nem infeliz. Mas garanto que já estive pior, o que é um avanço. Continuo eu mesma, com as minhas "pancadas", dúvidas, paradoxos, dilemas, incertezas e crises existenciais mas sempre exagerada e pessimista demais (segundo dizem, eu nem consigo reparar ;D).

Fiquem bem