domingo, 31 de maio de 2009

Hoje completei mais um aniversário. 17 anos. Na verdade, não estava entusiasmada por isso. Envelhecer, ou crescer (como preferirem dizer), não é algo que me anime muito. Mesmo assim, fazer anos implica quase sempre receber carinho e atenção dos outros, receber prendas (ainda que isso não seja muito importante), comer doces, festejar. Acho que todos gostamos disso.

Eu não esperava nada de diferente neste dia. Seria apenas mais um aniversário, um almoço em família, receber algumas prendas, soprar as velas num bolo.

Mas este dia superou as minhas expectativas. Acho que nunca tive um aniversário assim. Já tinha feito muitas festas com amigas mas isso só acontecera porque as convidara. Desta vez foi uma completa surpresa. Nunca imaginei que me pudessem fazer algo assim.

Organizaram tudo sem eu imaginar. Só desconfiei hoje quando, depois do almoço, os meus padrinhos me disseram para ir com eles a um sítio. Já sabia que algo ia acontecer. Mas não esperava que fosse assim. Taparam-me os olhos e fizeram-me entrar numa sala. Quando a porta abriu, ouvi pessoas a gritar "parabéns". Destaparam-me os olhos e vi algumas das minhas amigas. Todas ali à minha espera. Depois a minha melhor amiga começou a tocar uma música dos meus ídolos (Tokio Hotel) na guitarra e duas outras amigas cantaram. Eu já estava com vontade de chorar assim que entrei lá dentro e, nesse momento, foi o "desabamento". Não conseguia acreditar naquilo, parecia simplesmente um sonho. Foi tão incrível.

Vi outras amigas minhas também com lágrimas nos olhos. Sem dúvida, foi um momento emocionante.

Recebi abraços, recebi prendas, recebi palavras carinhosas. Foram todo(a)s fantástico(a)s!

«Agora não podes dizer que tens poucos amigos», foi o que várias pessoas me disseram. Tudo isto porque, em muitas alturas, tenho a "mania" de dizer que não tenho muitos amigos e que ninguém (ou quase ninguém) gosta de mim. Não sei se aquilo que me fizeram hoje foi apenas uma maneira de me convencer do contrário ou se foi porque realmente acharam que eu merecia. De qualquer modo, foi especial. E acho que nunca esquecerei este dia.

Até doces e um bolo de aniversário levaram. E nunca desconfiei de nada.

Enfim, fiquei emocionada. E penso que isso é natural. Sem dúvida não voltarei a dizer que não tenho muitos amigos porque descobri que, na verdade, o que importa não é ter muitos amigos mas sim ter bons amigos. E eu penso que tenho alguns bons e grandes amigos. Foi uma grande surpresa, sem dúvida. E, naturalmente, as coisas boas não duram para sempre.



Acho que estou a ficar "depressiva" de novo. Sou incompreensível.

Amanhã começa mais uma semana de aulas. É a última porque depois vou ter uma semana para estudar para os exames. E estou completamente lixada! Só me apetece desistir disso tudo!



É melhor esquecerem esta última parte do post. Eu apenas queria dizer que hoje tive um dia inesquecível. Ou parte dele. Muito obrigada a todos (ou todas) que estiveram presentes, um especial agradecimento à minha melhor amiga porque foi ela que teve a iniciativa, obrigada também à minha família. São momentos como aquele que me mostram que afinal vale a pena viver e que há sempre pessoas do nosso lado. Obrigada a todos.

terça-feira, 19 de maio de 2009

«O essencial é invisível aos olhos. Só se vê bem com o coração»
("O Principezinho")
É impressionante a quantidade de vezes que nos deixamos enganar pelas aparências. É certo que é a única (e a primeira) coisa em que reparamos quando vemos alguém que não conhecemos. E, por isso mesmo, tiramos conclusões erradas a seu respeito.
Mas, afinal, o que é a aparência? Para alguns é o aspecto físico (se é gordo ou magro, baixo ou alto, se tem pele escura ou pele clara, se tem cabelo loiro ou preto), para outros é o modo de vestir e de estar, aquilo que habitualmente designamos de "estilo".
Naturalmente damos muita importância à aparência. Demasiada até. Sem dúvida que é algo importante. Mas não é o mais importante na vida. E, acima de tudo, não é isso que define quem somos. É disso que as pessoas se esquecem. E é isso que está errado.
Ao princípio, é a aparência que nos distingue dos outros. Mas num outro patamar, aquilo que nos individualiza é a nossa personalidade. E essa é a única coisa realmente importante.
Quanto à frase com que iniciei o post, foi ela que me levou a escrever isto. Ouvimos coisas deste género constantemente mas será que lhes damos a devida atenção? Será que paramos um pouco para pensar realmente sobre elas? Eu acho que não. Naturalmente é muito mais fácil ignorar todas estas verdades e continuar a viver em ilusões. É fácil ver com os olhos (para quem, felizmente, tem a possibilidade de ver) e, sem dúvida, é fantástico. Penso que a visão é dos sentidos mais importantes de todos, se não mesmo o mais importante. O mundo está cheio de coisas belas para ver. Não passam de aparências, é certo. Mas eu já admiti que as aparências são importantes. No entanto, não devemos considerá-las superiores ao resto.
Mas mais difícil do que ver com os olhos, é "ver com o coração". Isso sim, é realmente dífícil. São poucas as pessoas que conseguem fazê-lo. Eu diria que é uma proeza. Não é fácil tentar abstrair-se da aparência e tentar ver uma pessoa apenas de acordo com a sua personalidade e a sua maneira de ser.
Teimamos em valorizar a aparência física. E porque é tão difícil pôr isso de parte?
Que importa se uma pessoa é magra ou gorda? Qual é a diferença entre loiro ou moreno? Está tudo relacionado com os estereótipos que criamos. Tudo criado, tudo inventado.
Temos tendência para classificar as pessoas como bonitas ou feias. E porque não classificá-las pelas suas qualidades interiores? Creio que isso é o mais importante de tudo. Porque são essas qualidades que determinarão o nosso futuro. As pessoas aparentemente muito bonitas podem até, ao princípio, ser adoradas, ter muitos mais amigos e pretendentes do que as outras. Mas com o tempo, as outras pessoas descobrirão os seus defeitos e estes podem ser muitos mais do que no início podemos imaginar. É por isso que se diz "as aparências iludem".
É triste que vivamos num mundo em que se dá tanto valor à imagem e à aparência. Porque realmente o ser humano é (ou pode ser) tão melhor do que isso.
Todos nos enganamos a respeito dos outros. E isto acontece muitas mais vezes do que pensamos. Mas faz parte da vida e da nossa aprendizagem.
Devemos apenas saber distinguir o real e essencial do fútil e imaginário e nunca deixar de valorizar as coisas realmente importantes da vida.