domingo, 19 de outubro de 2008

My head is a mess

(Hold on-Good Charlotte)


O mundo está perdido. Disso não tenho dúvidas. Sabem, quando sentimos que o mundo está virado ao contrário? Mas depois olhamos à volta e vemos toda a gente a agir da mesma forma entre si? Isso soa-nos estranho. Afinal quem está ao contrário? Serão os outros todos? Ou apenas nós? E como pode estar o mundo todo errado e apenas nós e mais uma ou duas pessoas correctas? Não é possível pois normalmente a maioria vence. Então, chegamos à conclusão de que quem está virado ao contrário somos nós mesmos. Não os outros. Mas isso não quer dizer que o mundo não esteja perdido. Porque realmente está. Fatal e irremediavelmente perdido. E não há nada que possamos fazer para o mudar. Ou até há. Mas as pessoas determinadas a fazê-lo não são suficientes quando comparadas com as restantes.

Vocês devem estar a perguntar-se porque comecei com esta conversa. Nem eu sei. Talvez por ser algo que me vai na cabeça. Entre milhões de outras coisas. Mas por qualquer motivo foi esse o primeiro assunto que surgiu.

Além disso, sinto-me deslocada. Como sempre. Basta olhar para mim para se aperceberem disso. E na maioria do tempo (praticamente cerca de 99,9%) ando longe deste mundo. Apenas psicologicamente (infelizmente). É pena que assim seja. Porque uma vez que a minha alma anda a vaguear por outros planetas, porque é que o meu corpo também não pode fazê-lo? Desse modo, sentir-me-ia muito melhor. Não teria de sentir os olhares de repugna e desprezo dos outros se fosse fisicamente invisível. Não teria de me sentir uma verdadeira anormal. Na verdade, é como me sinto. Às vezes parece que tenho uma placa na testa a dizer "estúpida". Juro que em algumas alturas tenho vontade de perguntar às pessoas se tenho cara de parva. Sinceramente.

Odeio adolescentes. Porque descobri que são piores que os adultos. E na maioria das vezes até a maioria dos adultos me satura. Deste modo, apenas restam as crianças. As únicas de quem não sinto raiva. Talvez por me sentir uma delas. Talvez por saber como é difícil ser-se indefeso e ingénuo no meio da "gente crescida". É duro para todos mas apenas alguns ficam com marcas. E para quem pensa que eu exagero, é porque a vossa infância foi realmente fácil e feliz. No entanto, há excepções entre as crianças. Porque sem dúvida que há crianças cruéis. E dessas tenho muitas más recordações. Mas no fundo, são apenas crianças e, essas, digamos que até consigo perdoar.

Porque estou a mudar de assunto tão constantemente? Como disse antes, tenho milhões de pensamentos dentro da cabeça. Estou apenas a deixar fluir alguns deles. Partes de alguns deles. Estou num daqueles dias em que não consigo pegar num assunto em concreto e falar apenas sobre ele. Simplesmente, tenho a cabeça demasiado cheia para isso.

Quanto à escola, essa palavra odiosa, estou completamente desmotivada. Acho que nunca vi ninguém tão desinteressado e "desleixado" como eu. Estou saturada de tudo aquilo. Só estudo quando é mesmo necessário (e quando digo mesmo é na véspera de um teste) e crio um imenso stress à volta disso. Enfim, como vêem estou definitivamente deslocada em todos os aspectos da palavra.

E quanto ao restante, não tenho nada a dizer. A minha vida é uma monotonia e não passa disso. E amanhã começa mais uma semana. Vou voltar a levantar-me à mesma hora, dar os mesmos passos, andar nos mesmos transportes, sentar-me nos mesmos lugares, etc. etc. Isso acaba com a minha sanidade mental porque odeio rotina, odeio escola, odeio horários!

E sei que já tinham percebido isso há muito tempo mas eu gosto de repetir as coisas. E por vezes perco a vontade de postar porque nem sei se alguém lê o que escrevo. Não há comentários :X

Obrigada pela paciência de qualquer modo!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Super-poderes? Infelizmente não tenho.

Post rápido, simples e directo. Espero eu.
O fim-de-semana vai ser agitado portanto só vim mesmo actualizar. Ou quiçá desabafar.
Sinto-me péssima. Não sei por que motivo. Talvez nenhum em especial. Talvez seja só uma crise. Apenas mais uma.
Porque estou cansada, saturada, arrasada. Porque a cada dia que passa sinto menos vontade de VIVER, porque sinto que nada faz sentido.
E porque na verdade sou adolescente. E só isso suponho que seja uma razão válida para estar assim. Afinal todos dizem que a adolescência é uma fase complicada e cheia de conflitos connosco mesmos. Talvez tenham razão. Mas comigo há muitos "contras". E no fundo não me sinto como adolescente porque nada em mim me indica que o possa ser. Porque nada à minha volta me diz que isto que estou a viver é a adolescência. Mas no fundo sei que o sou. Simplesmente não passo por esta fase da mesma maneira que os outros. E porque não é fácil sofrer de Mutismo Selectivo com 16 anos. Não é fácil ser adolescente e viver fechada no meu próprio mundo. Não é fácil estar afastada dos outros quando neste momento o que mais precisava era de conviver.
E o pior é quando ninguém valoriza o esforço que fazemos. Porque todos os dias tenho que aguentar demasiados conflitos interiores e parece que ninguém vê que apesar de tudo tento sempre dar um passo novo. Mas a única coisa que importa aos outros é se vou ou não falar com eles. E não compreendem porque o faço com "este" e com "aquele" e não o faço consigo. Compreendo que isso possa magoar muitas pessoas, compreendo que isso possa custar e as faça pensar que o problema está nelas ou que eu não gosto delas. Compreendo tudo isso. E sinceramente, lamento. Lamento não poder fazer mais. Mas eu não sou a super-mulher nem nunca estarei perto disso. E se realmente me querem tanto bem como parecem mostrar, tentem pensar pelo menos uma vez na vida que pior do que estar no vosso lugar é estar no outro lado. Porque quem está do outro lado vê, sente, percebe tudo o que vocês pensam e sentem. E sabe que está a magoar (ou o que quer que seja) a outra pessoa. E como se a frustração por não conseguir já não fosse suficiente ainda tem de carregar com a culpa de fazer os outros se sentirem mal. E isto custa, dói, satura muito mais do que possam imaginar. E a verdade é que isso me faz sentir com cada vez mais vontade de ficar calada. Porque sinto que se não falasse com uma pessoa não iria magoar a outra nem teria "obrigação" de o fazer. Desta maneira só sinto que tudo o que faço é mal feito, que cada passo que dou é um erro, que seria preferível manter-me como antes.

E basicamente, é isso que vos tenho a dizer.
E o post acabou por não ser muito breve. Simples e directo talvez. Cada um interprete como quiser.
Por hoje é tudo.