segunda-feira, 30 de junho de 2008

29 de Junho de 2008 (L) Foi desta!! :)

Olá a todos! Bem, eu nem sei por onde começar. Poderia dizer tantas coisas, há tanto para contar, mas eu não tenho palavras para descrever o que aconteceu.
Após aquele enorme desgosto no dia 16 de Março, quando o concerto foi cancelado, esperámos ainda mais ansiosamente por este dia. E o tempo até passou depressa, embora parecesse durar uma eternidade.
Embora não estivesse nos meus planos, decidimos passar a noite da véspera à frente do Pavilhão Atlântico. Sim, foi na rua, passámos a noite deitados no chão, mas valeu a pena. Haverá quem nos chame doidos, irresponsáveis, infantis, loucos, enfim. Há sempre alguém pronto para criticar. Creio que isso é natural. Mas penso que pior que isso é passar uma semana lá, principalmente quando se tratam de crianças. Mas isso são diferentes pontos de vista que não adianta comentar. Talvez para muitos também eu seja uma criança.
Enfim... A verdade é que não dormi nada, talvez por causa do barulho que os outros fãs faziam, não sei. Mas isso afectou um pouco o meu estado no dia seguinte porque praticamente sentia-me sem energia. Não posso dizer que o dia (durante a espera) foi fantástico porque nem foi. Em certos momentos sentia-me mesmo deprimida, embora não percebesse porquê. Talvez por me sentir um pouco mal-disposta ou por pensar que mais cedo ou mais tarde aquele sonho iria terminar (como vêem, eu penso logo no fim quando as coisas ainda nem começaram). Também é verdade que um dia inteiro à espera, ao sol, muito tempo em pé, ainda por cima sem ter dormido, deixa uma pessoa um pouco frágil e sem forças. Mas mais tarde, já mais perto da hora de entrar no P.A. comecei a animar-me e as coisas melhoraram.
Aquelas últimas horas lá fora demoraram a passar. Quando começaram a abrir as portas senti de novo aquilo que sentira no dia 16 de Março, aquele frio na barriga, a ansiedade a crescer, embora desta vez tudo fosse diferente. Não era a primeira vez que passava por aquele "processo" mas parecia. E quando entrámos, a primeira coisa a fazer foi correr, correr para o mais perto possível do palco.
Posso dizer que fiquei a pouco mais de um metro de distância do palco, mesmo à frente daquele que considero o meu "preferido" embora para mim todos eles sejam importantíssimos e únicos. Só por aquele lugar acho que todos os esforços valeram a pena. Aquele tempo todo lá dentro, enquanto esperávamos pelo início do concerto foi bastante angustiante e desgastante. Era muita gente, muitos empurrões, muitos encontrões, pessoas a tentar ir mais para a frente, estava imenso calor, sentia dores nas costas e nas pernas, já para não falar na ansiedade e nervosismo.
Quando a música realmente começou, após muitos "falsos alarmes", eu nem sei o que aconteceu de verdade. Só me lembro de ver o Tom (o guitarrista) ali na minha frente, tão perto como nunca imaginei poder vê-lo e de repente comecei a ser empurrada de tal maneira que achei que iria cair ali e pensei "Mas isto vai ser assim o concerto todo? Vou morrer aqui!". Parecia uma autêntica montanha-russa, estava a sentir-me completamente mal, e por momentos, entrei num estado que não consigo descrever, como se não soubesse onde estava, nem como ali estava e como nem sequer soubesse se aquilo era real ou era simplesmente sonho. Isto foi também, talvez, por estar a ver um ídolo meu ali tão perto, ainda por cima aquele tão especial para mim. Foi uma sensação tão estranha! Parecia que tinha entrado num mundo totalmente diferente! Foi como se estivesse em transe, não sei explicar. Já no dia 16 de Março tinha sentido algo assim, como se tivesse ficado desorientada. Acho que essa foi a pior parte desse concerto. Depois, recuperei o controlo e consegui acalmar-me. Percebi finalmente que estava mesmo ali, que aquilo era real e que a banda estava ali no palco a dar o concerto. Inacreditável mesmo! Ainda agora não acredito. Eles estavam ali na minha frente! Para muitas pessoas isto pode parecer absurdo mas isso não me interessa. A sensação que me invadiu naquele momento foi inexplicável. E quando finalmente recuperei a consciência deixei-me levar pela música e foi fantástico. Acho que nunca na vida tinha cantado daquela maneira. Sim, cantei, gritei, saltei e não me arrependo de nada. Naquele momento pouco me importava quem estava à minha volta ou aquilo que iriam pensar de mim, pouco me interessava se lá fora o mundo me deprimia. Só queria viver aquilo com toda a intensidade. Foi mesmo fantástico! Durante aquela hora e meia, eu estava feliz. E eles cantaram as primeiras músicas todas seguidas, sem uma única paragem, o que não me dava tempo de recuperar o fôlego e quase não conseguia respirar. Mas com aquela emoção esquecia tudo.
Quando o Bill (vocalista) falou não conseguia perceber nada do que ele dizia, talvez por causa dos gritos ou por o som estar demasiado baixo. Mas foi tudo maravilhoso mesmo assim.
E depois há aqueles pormenores que não vale a pena estar aqui a explicar porque ninguém achará piada, são mesmo sentimentos de fã.
Mas não posso deixar de dizer, eles ao vivo são ainda melhores, ainda mais giros. Perfeitos mesmo! *___*
É uma sensação única ver ali tão perto, pessoas que apenas costumamos ver em fotos, vídeos, na televisão. Por vezes parecem tão irreais, tão impossíveis. Mas ontem estiveram ali pertinho de nós e isso é indescritível, assim como ouvir ao vivo aquelas músicas que ouvimos constantemente na rádio. Mas ao vivo é tudo diferente, é muito mais especial. Amei cada momento daquele concerto e especialmente quando algum membro da banda ia para o lado do palco onde eu estava. Cada um deles foi lá, o que me deu a oportunidade de vê-los todos mesmo à minha frente.
Na última música, «By your side», cada fã ergueu um cartaz com as palavras «Wir sind hier» (nós estamos aqui), para lhes mostrar que estamos sempre do lado deles, apesar de tudo e para lhes dizer que estávamos ali por eles. Um sorriso da parte deles bastou para mostrar a sua satisfação perante aquele gesto. E no final caiu sobre nós uma explosão de "confetis", aí sabíamos que estava mesmo no fim.
Depois disso mandaram água para cima de nós, adorei em particular a molha que levei do Gustav (baterista) xD foi mesmo em cheio na cara, fiquei toda encharcada. Foi brutal! :D e ele fez ainda a "onda", algo que costuma fazer em quase todos os concertos e todos os fãs adoram. Trata-se de algo tão simples como levantar as mãos consoante a coordenação dele, mas é uma sensação fantástica. Para muitos, ele pode parecer antipático, anti-social, ou o que lhe quiserem chamar, talvez por não falar tanto nas entrevistas ou por estar sempre mais escondido atrás da bateria mas para os fãs, e nós sabemos disso perfeitamente, ele é um rapaz fantástico e consegue ser bastante divertido. Cada um deles tem uma particularidade, é isso que os torna únicos e é por isso que gosto tanto deles. Aquela banda, sem um deles, qualquer que fosse o membro, não seria a mesma. Os Tokio Hotel são o Gustav, o Georg, o Tom e o Bill. E pus por esta ordem, não porque os últimos sejam menos importantes, até porque já referi que o Tom é o meu preferido, mas precisamente para mostrar que todos eles são a banda, todos eles são importantes e que a banda não é constituída simplesmente pelo vocalista. Todos eles trabalharam juntos para serem aquilo que são hoje. E podem ser ainda um pouco imaturos e inexperientes aos olhos de muita gente mas se chegaram onde estão hoje foi por mérito próprio. Eles tiveram que começar do nada e isso vê-se nos vídeos mais antigos. Sem esforço não teriam ido tão longe. Nós, fãs, confiamos neles. Não importa aquilo que os outros dizem nem as suas críticas. Isso não mudará nada.
E pronto, o sonho realizou-se, já acabou mas isso é apenas um motivo de orgulho pois conseguimos! No final, quando eles desapareceram do palco, surgiram algumas lágrimas, não de tristeza mas de emoção, talvez até alguma melancolia. Seria um «até sempre» ou quem sabe «até breve» :S
Foi inesquecível, finalmente realizei um sonho tão importante, e durante algum tempo fui feliz. Momentos como aqueles são a felicidade.
Agora são férias normais. Com dias mais monótonos, outros melhores talvez. Mas este dia jamais será esquecido e cada minuto daquele concerto ficará para sempre na minha memória e no meu coração.

«The real fans always come back»

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Férias! E agora...?

Olá a todos!
Finalmente estou de férias, o que é óptimo! Estava completamente cansada da escola e julgo que não suportaria ficar lá por mais um único dia.
Se me pedirem para fazer um balanço deste ano lectivo, confesso que não sei o que dizer. O início foi o pior, no entanto, ainda hoje ao relembrar, não sei como consegui enfrentar tudo aquilo. Ainda hoje sinto que se tivesse que voltar ao início não conseguiria entrar de cabeça erguida. É verdade que agora já conheço os meus colegas, já conheço alguns professores e eles já me conhecem, fiz algumas coisas que pensava que nunca conseguiria fazer, e neste momento já estava a começar a familiarizar-me. Claro que nunca consigo adaptar-me por completo, até hoje isso nunca aconteceu. Fica sempre aquele espaço de receio, de medo, aquele vazio entre mim e os professores. Este ano apercebi-me que o meu receio nem sempre é para com os professores em si, mas para com a sala de aula, estar em frente a tantas pessoas. Ainda não sei explicar o que sinto, o que me passa pela cabeça, penso que não há palavras para o descrever. No entanto, fora da sala de aula, ou longe dos olhares e ouvidos dos outros, sinto que as coisas se tornam mais fáceis, embora até há pouco tempo nem isso facilitasse o meu bem-estar. Talvez acreditasse que todo o problema estava na minha relação com os professores e isso não me deixava avançar. Mas a verdade é que eu não avançava de maneira nenhuma. Nem com os professores nem com nenhum outro adulto. Agora não é bem assim. Na grande parte das vezes, estes passos exigem esforço e força de vontade da nossa parte, é preciso que nós próprios estejamos determinados a seguir em frente, é preciso convicção, incentivo. Mas acima de tudo é preciso haver confiança em nós próprios. Confiança e muita tolerância. Tolerância para connosco mesmos quando as coisas não correm como planeámos. Quando isso acontece não podemos simplesmente deitar as culpas em nós mesmos. É difícil, mas temos que o evitar. De cada vez que não consigo fazer algo, questiono-me constantemente porque não o fiz, não consigo perceber, culpo-me, torturo-me psicologicamente até me deixar de rastos. É difícil lidar com a frustração, com o sentimento de fracasso. Mas temos que aceitar que nem todas as batalhas são feitas de vitórias.
E eu acho que não posso passar a vida toda a culpar-me por aquilo que não faço quando posso orgulhar-me, se assim posso dizer, das coisas que consegui e continuo a tentar fazer! Todos os dias penso que se fosse diferente poderia ter muito mais sucesso. Mas eu não posso pensar naquilo que poderia ser! Eu tenho que pensar naquilo que sou e tentar melhorá-lo dia após dia! Mas isto é apenas teoria. Eu sei o que deveria fazer mas na verdade nunca o faço.
Enfim, falando agora das férias, porque agora tenho de aproveitar, tentar esquecer as coisas que me deprimem, tentar viver cada momento da melhor maneira, tentar divertir-me, se for possível.
Para começar, o concerto está quase aí. Eu diria que esse é o grande momento das minhas férias, não penso em outra coisa. É o meu sonho, caramba! É assim tão difícil perceber? É tão difícil perceber que ver os meus ídolos é algo de extrema importância para mim? São os meus ídolos, sim. E apesar de não serem os primeiros a quem chamo ídolos, penso que são os primeiros que realmente desempenham esse papel na minha vida. Nunca realizei um sonho destes, e este parecia-me tão impossível. Há coisas que ninguém poderá perceber, portanto não dá para explicar.
Depois do concerto, não sei o que virá. Umas férias como todas as outras, talvez algum desânimo por não ter mais um momento destes por que esperar, pelo menos por enquanto (digo eu). A verdade é que tudo o que é bom acaba depressa, e o tempo passa bem mais rápido do que nós imaginamos.
Provavelmente não voltarei a escrever aqui no blog antes do concerto, portanto desta vez é que eu preciso mesmo que me desejem sorte! É difícil não recear que algo de mal aconteça, eu já disse que sorte a mais assusta-me, mas vamos torcer para que desta vez dê certo!

Para finalizar, fica um vídeo de uma música deles. Não poderia deixar de ser, não é? :D
É uma música bastante enérgica, e transmite uma mensagem que cada um pode interpretar de maneira diferente. Eu penso que fala um pouco de liberdade, de luta pelos sonhos, de corrermos para aquilo que queremos sem olhar para trás, talvez fale um pouco de crescer, de como a vida muda, mas de como nós podemos mudar aquilo que nos incomoda. Mas esta é a minha interpretação e naturalmente há quem tenha um ponto de vista diferente.


Tokio Hotel-Ready, Set, Go!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Aprender a aceitar-me

Olá a todos.
Hoje nem tinha intenção de actualizar o blog, mas na verdade nunca tenho intenção. Na maioria das vezes nem tenho uma ideia definida para o post, simplesmente sinto necessidade de o fazer.
Hoje é mais uma espécie de trabalho de casa, ou diria antes, uma reflexão após a sessão de psicologia que tive hoje.
Apesar de o principal assunto dessas sessões ser o meu "obstáculo", os temas debatidos nem sempre são os mesmos, embora tenham sempre alguma ligação entre si.
Hoje fiz uma espécie de "libertação" dos maus pensamentos. Simplesmente deixei sair da minha mente aquilo que me atormenta e deixei as minhas mãos transformá-lo em arte (ou amostra disso :D).
O resultado não foi nada de especial, mas tinha um significado. Uma coisa simples que representava parte dos meus sentimentos/pensamentos.
Representava algo tão simples como o meu sentimento de insignificância perante os outros. Esses outros encontravam-se dentro de um círculo, todos juntos, cheios de importância. Da minha maneira de ver seriam os chamados populares. Fora desse mesmo círculo estava alguém, que supostamente seria eu. Um alguém tão minúsculo, insignificante, inútil, completamente afastado dos outros, completamente diferente deles. Descrevi que muitas vezes sinto-me assim, como se não valesse nada, como se fosse rejeitada e desprezada pela maioria das pessoas.
Olho para aquelas pessoas, aparentemente tão felizes, tão conhecidas e adoradas, tão importantes. Talvez comparada com essas pessoas não seja tão conhecida, não tenha tantos (supostos) amigos como eles têm, não seja tão extrovertida. Antes eu acreditava que eles eram mais felizes por isso. Mas depois descobri que não. Muitos passam o tempo a lamentar-se de amores e desamores, outros têm problemas em casa, outros têm problemas até na própria escola, onde parecem tão seguros. Pois, digo bem: PARECEM! São pessoas feitas de aparências. Definem-se pela marca de roupa que usam, pelo estilo, pelos exageros e extravagâncias que cometem (ou dizem cometer) a mais que os outros. Já experimentaram montes de sensações, já viveram montes de experiências. Mas provavelmente ainda têm muito para aprender! Julgam-se muito crescidos, quase adultos mas a vida ainda tem muito para lhes mostrar. A vida ainda tem muito para mostrar a todos nós! E uma só vida não basta para aprendermos tudo o que há para aprender. Pronto, mas isso já é um outro assunto no qual não vou entrar agora.
E como eu estava a dizer, esses tais populares parecem superiores aos outros. Mas isso é só aos olhos daqueles que se inferiorizam. Por que razão hão-de ser melhores que os outros? Por andarem na moda? Por terem crescido habituados a ter tudo o que queriam? Isso não faz deles pessoas melhores que as outras, muitas vezes antes o contrário. Não é preciso ser popular nem rico para ter amigos, nem para ser inteligente, nem para ter uma personalidade. Diria até que as pessoas menos populares têm uma personalidade mais vincada que a dos outros porque aparentam o que são por si mesmos, ou seja, os seus próprios valores e qualidades, e não aquilo que podem obter economicamente.
As aparências iludem, e muito!
Quando falo de me sentir inferior ou insignificante em relação aos outros, especialmente em relação aos populares, não quero exactamente dizer que gostaria de entrar no grupo deles, até porque nunca conseguiria integrar-me e adaptar-me. Mas não posso negar que por vezes gostaria de me aproximar de determinadas pessoas, mas simplesmente não o faço precisamente por me sentir inferior a elas. Isso é o que me acontece desde sempre. O medo, o receio de me aproximar das pessoas por sentir que me achariam ridícula e iriam desprezar-me. Parece impossível como há pessoas que conseguem aproximar-se de alguém que mal conhecem e meter conversa sem ter qualquer intimidade com a pessoa. Eu simplesmente não consigo, não tenho essa liberdade e essa confiança. Não é só questão de ser tímida, é também o receio daquilo que os outros irão pensar de mim. Eu penso que se falar para alguém que considere muito superior a mim, essa pessoa nem se aperceberá que lhe dirigi a palavra, ou então pensará «Quem é esta miúda para falar comigo?», ou ainda me desprezará de tal forma que nunca mais terei coragem de me aproximar dela. É o tal círculo do qual estou completamente distanciada. Também não quero entrar nele, só me questiono constantemente e procuro a razão pela qual sou tão insignificante ao ponto de ninguém notar a minha presença. Sei que sou um pouco (ou muito) discreta e reservada, mas há tanta gente que o é e mesmo assim há alguém que lhe ache interesse. Eu sei que se quiser tanto mudar esta situação, a única solução é tentar aproximar-me das pessoas e fazer notar a minha presença, mas não me sinto suficientemente à vontade para o fazer.
No entanto, apesar de estar fora desse círculo, sei que ainda há uma ou outra pessoa que se apercebe que existo e me dá alguma importância. Às vezes sinto que essas pessoas são cada vez menos mas também não posso culpar-me constantemente por isso. Que ignorem, desprezem, rejeitem. Não preciso dessas pessoas para saber o que valho. Já tenho quem o faça.

Tudo isto para reflectir um pouco daquilo que ouvi hoje. Ouvi tantas coisas e todas elas fizeram sentido na minha cabeça, mas neste momento não me ocorre nada mais para dizer.
Simplesmente tenho que aprender a aceitar-me, tal como sou, aceitar aquilo que tenho e parar de lamentar o que não tenho. Não posso mudar-me, não posso fingir ser outra pessoa. Tenho que ser eu mesma, com aquilo que me define, com a minha personalidade, com os meus valores e os meus defeitos.
Ninguém é mais do que ninguém. Toda a gente é diferente mas ninguém é superior a ninguém. São as diferenças que nos tornam únicos. Não posso obrigar ninguém a ter que conviver comigo contra a sua vontade, não posso obrigar ninguém a achar-me piada, não posso obrigar ninguém a gostar de mim. Ninguém pode fazê-lo, portanto temos que aceitar o que somos, aceitar o que temos, aceitar quem está do nosso lado e respeitar quem nos respeita. Apenas quem o merece.

sábado, 7 de junho de 2008

Olá a todos!
Antes de mais quero desculpar-me pelo último post, pois sei que aquilo que eu disse foi completamente absurdo. Não estava com a mínima vontade de escrever, sentia-me aborrecida e talvez até um pouco deprimida e, portanto, só conseguia dizer coisas sem sentido. A razão mais óbvia que encontro para isso era porque naquele dia os Tokio Hotel iriam actuar no Rock in Rio e eu não iria vê-los. Para quem me conhece, deve saber que eles são a minha banda preferida, eu digo que são muito mais que isso. São os meus ídolos e, como tal, estava extremamente chateada e não conseguia deixar de sentir uma ponta de tristeza, um certo sentimento de falta ou vazio aqui dentro. Não sei se conseguem perceber o que quero dizer. Certamente duas ou três pessoas poderão perceber, as restantes rir-se-ão da minha atitude e pensarão que é absolutamente estúpido e infantil da minha parte.
Pois, bem, pensem o que quiserem. Eu já me importei mais com isso. Só acho que quem não sabe o que é isto, não pode criticar-me. Não tem argumentos para isso, porque não sabe quais são estes sentimentos. Podem troçar de mim à vontade, estão no vosso direito.
Para muitos, ser fã de uma banda como os Tokio Hotel é para as adolescentes em fases críticas. Para já, uma banda nunca é destinada apenas a um determinado grupo etário. Pode acontecer, e isso sim é o caso, que os membros da banda sejam ainda bastante novos e que a maioria do seu público seja jovem. Mas isso não faz deles uma banda inexperiente e para crianças, nem de nós um grupo de miúdas histéricas. Ok, admito que podemos até ser um público bastante entusiasta e podemos gritar um pouco mais do que os outros, mas tudo isso faz parte do que eles nos transmitem e do que nós sentimos por eles. Eles próprios dizem que os gritos dos fãs lhes transmitem energia e adrenalina e que nunca quiseram fazer actuações em que no final batessem palmas. É demasiado aborrecido e eu diria até, cínico da parte de muitas pessoas. Aplaudem porque se trata de boa educação. Mas ninguém grita por boa educação. Nós gritamos porque é a forma mais fácil de transmitir e de lhes mostrar o que sentimos, ou porque ficamos completamente entusiasmados e eufóricos! Além disso, gritar faz bem à alma! Eles são jovens, nós somos jovens. E é talvez por isso que temos uma relação tão próxima, porque eles sabem o que nós sentimos e todos esses sentimentos são reflectidos nas suas músicas. Cada música transmite uma mensagem diferente, todas elas têm um significado, todas elas nos ensinam ou mostram algo. É através da música que eles expressam o que sentem e é através dela que nos revemos a nós mesmos e nos identificamos com eles. Acho que é isso que nos une. O facto de nos compreendermos tão bem. Portanto é normalíssimo que o seu público seja tão jovem!
Não sei porque razão estou a falar sobre isto aqui. Normalmente não costumo falar muito sobre os meus sentimentos de "tokiohoteldependente" aqui no blog. Talvez sinta vontade de falar daquilo que realmente me faz bem, embora saiba que todo este discurso será reprovado por muita gente. Mas é como eu costumo dizer: quem não gosta não vê!
E como eu estava a falar no início, eles actuaram no Rock in Rio no domingo passado. Foi a primeira actuação deles em Portugal, pois como se devem recordar, o suposto primeiro concerto no dia 16 de Março foi cancelado devido a problemas de saúde do vocalista. Foi uma desilusão para todos os fãs, mas eles prometeram voltar. E voltaram...em grande! No entanto, a promessa que eles fizeram foi para o dia 29 deste preciso mês, o que quer dizer que eles vão voltar de novo. E aí sim, se tudo correr bem, lá estarei eu! Tivémos que esperar mais alguns meses, e agora, o dia está quase aí. Faltam apenas 3 semanas. E agora vocês devem perguntar-se "Então, se eles vão voltar e vais vê-los, porque ficaste aborrecida por não teres ido no dia 1?". Pois, a verdade é que não tenho resposta certa para isso. Não tenho resposta para quem não sabe o que eu sinto. Para quem sabe, para quem sente o mesmo que eu, nem são precisas explicações. São coisas demasiado complexas de explicar. Sentimentos válidos como quaisquer outros, mas difíceis de compreender e de aceitar por grande parte das pessoas. Eu dedico parte da minha vida a isto. Há quem dedique a sua vida a pensar no futuro, a sofrer por amores e desamores (não digo que também não sejam necessários), a sonhar com os seus planos de construir família; há quem dedique a vida à religião, há quem dedique a vida a uma profissão, a uma missão, a uma vocação; há quem dedique a vida a ajudar os outros; há quem dedique a vida a procurar a felicidade em lugares onde ela não existe; há quem desperdice a sua vida. Pois eu dedico a minha vida àqueles que amo, mesmo que algumas dessas pessoas nunca venham a saber que eu existo.
Também eu posso estar a procurar a felicidade em lugares onde ela não existe, também eu posso estar enganada, também eu posso estar a desperdiçar a minha vida. Mas não me importo mais com isso. Pior é ficar parado, isso sim é desperdiçar. Pelo menos, se eu estiver a errar, saberei que sempre fiz os possíveis para ter a felicidade, por mais efémera que ela seja. Eu sei que a felicidade não é absoluta. Simplesmente há pequenos momentos da vida que são a felicidade. A felicidade é feita de momentos. E é necessário estarmos atentos para que nenhum desses momentos nos passe despercebido.
Não tenho medo de errar, só tenho medo de desperdiçar.

domingo, 1 de junho de 2008

Olá a todos!
Bem, hoje posso dizer que já tenho 16 anos. Para mim nem é nada de especial, mas enfim...
Não sei o que dizer. Estou sem a mínima vontade de escrever.
Sinto-me aborrecida e nem o facto de ter completo 16 anos ontem me deixa mais animada. Nem sequer vejo nenhum motivo para isso. Só significa que estou cada vez mais velha, que os anos vão passando sem eu me aperceber e tudo continua na mesma.
Estou definitivamente sem ânimo para dizer o que quer que seja. Não posso estar onde mais gostaria, e mesmo que os outros digam que é uma parvoíce e que não faz o mínimo sentido, até porque vou ter a minha oportunidade no final do mês, eu não consigo ficar indiferente, porque afinal momentos destes não acontecem todos os dias! Ninguém percebe como eu preciso disto! E nem preciso dizer o que é, não só porque é óbvio, mas também porque não interessa a ninguém. Só mesmo eu para me preocupar com coisas destas!
Estou mesmo sem piada. Que tédio!
Queria férias, queria paz de espírito, queria ter momentos felizes! Muitas pessoas deixam-me deprimida, fazem-me sentir como se lhes tivesse feito algum mal, como se fosse um peso na vida deles! Vejo os olhares dos outros, vejo as caras deles e mesmo que estejam chateados por qualquer motivo que nada tenha a ver comigo, isso faz-me sentir como se a culpada fosse eu! Isto pode ser paranóia, mas é o que penso! Enfim...já devem ter percebido que estou mesmo num dia mau.
Acho que vou terminar por aqui! Hoje não dá para mais. Só queria agradecer àqueles que se lembraram de mim no meu dia de aniversário. Mesmo que para mim esse dia não tenha tido grande importância, as mensagens dos outros melhoraram um pouco o meu estado. Obrigada.
Agora vou acabar mesmo. Amanhã começa tudo de novo, mais uma semana naquele lugar deprimente. Acho que já não aguento aquilo por muito mais tempo. Estou totalmente saturada!

Boa semana para todos vós.
Fiquem bem!