quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Ser quem não sou

Olá.
Não venho aqui desde que as férias acabaram e peço desculpa a todos aqueles que costumam visitar o blog e lêem o que escrevo.
A verdade é que a vontade de escrever aqui é pouca ou nenhuma. Posso dizer-vos que mesmo agora estou a fazer um esforço para escrever. Para começar, não tenho a mínima ideia do que hei-de escrever.
Queria poder contar tudo o que me vai na alma mas nem sequer sei o que sinto. Nem sequer sei como estou. Não me sinto mal mas também não me sinto bem. E talvez até tenha motivos para estar mal.
Mas vou tentar ser o mais sincera possível.
Com o início das aulas voltei a sentir um grande desânimo perante a vida e as dificuldades. Perdi qualquer vontade de lutar, de mudar e de Viver. Parece até que desisti de ser feliz. O que é mentira, porque isso é o que mais desejo. Mas não sinto força nem determinação para lutar por isso.
Estou cansada. Apenas isso. Cansada de ser quem não sou. Cansada de viver como não quero. Cansada de me conformar com aquilo que me faz infeliz. No fundo, estou cansada de mim mesma e desta vida que "escolhi", deste mundo próprio que criei à minha volta. Eu sinto que não pertenço ao mundo dos humanos ditos normais, eu sinto que pertenço a um outro mundo, um mundo que na realidade não existe. Vivo rodeada de sonhos, ilusões, ideais que gostaria de atingir mas sei que nunca lá chegarei. Para mim este mundo não basta. Preciso de outro. Um mundo onde todos os sonhos sejam possíveis, onde não existam barreiras, onde todos possam ser felizes, onde não seja preciso dar satisfações a ninguém, onde todos sejam diferentes mas tratados por igual.
Nem sei porque disse isto. Nem faz muito sentido. No fundo, quero apenas dizer que sinto revolta por este mundo, sinto revolta porque aqui complica-se tudo o que na realidade é tão simples de resolver. O mundo real entristece-me, desanima-me!
Sinto vontade de correr, de gritar... Não consigo explicar o que sinto, parece que vou explodir como se a minha alma não aguentasse mais viver acorrentada ao corpo. Preciso de liberdade, preciso de paz!

Desculpem o post tão confuso. É apenas o que sinto.

Como prometido deixo aqui o vídeo com a música. É linda! E a mensagem é o mais verdadeiro que existe, infelizmente.


(Forgotten Children - Tokio Hotel)

Fiquem bem!