segunda-feira, 19 de setembro de 2011

This is not a goodbye

Olá a todos,

Não sei quantas pessoas ainda posso considerar como "merecedoras" deste post, talvez um número bastante reduzido. Passo a explicar. Este post é, essencialmente, dedicado àquelas pessoas que acompanharam este blog desde o início ou, ainda que o tenham descoberto mais tarde, que nunca deixaram de o visitar. Isto porque este é, muito provavelmente, o último post que escreverei aqui. Por nenhuma razão em especial. Talvez apenas precise de "mudar de ares". Como é óbvio, não vou eliminar esta página porque ainda que não tenha importância alguma para o mundo, foi importante para mim. Não poderia deixar que todas as palavras, sentimentos, pensamentos que decidi partilhar com o mundo (com vocês) durante estes anos se perdessem tão subitamente.
Inicialmente, o objectivo deste blog foi procurar compreensão e conforto da parte de pessoas que não conhecia mas com as quais esperava identificar-me. Admito que esse objectivo não foi atingido com grande sucesso: não conheci assim tantas pessoas como esperava conhecer. Mas conheci algumas e isso foi, de certa forma, importante para mim. Ajudou-me a compreender que não estava (não estou?) sozinha no mundo.
A maior parte das mensagens que recebi foi de pais e professores que procuravam conhecer a minha experiência, numa busca desesperada para tentar ajudar os seus filhos ou alunos, quase sempre crianças muito pequenas.
Revia neles uma angústia que me era muito familiar, apesar de não o viverem na primeira pessoa. Creio que a família (no caso dos pais) acaba sempre por sofrer (quase) tanto como quem passa por qualquer tipo de experiência difícil, seja ela qual for.
Mas recebi também alguns testemunhos de adultos que diziam sentir algo muito idêntico e que se reviam na minha situação, apesar de desconhecerem a natureza daquilo de que realmente sofriam (talvez não fosse o mesmo mas, de alguma forma identificaram-se com o meu caso) e outros que tinham realmente vivido uma situação igual (ou idêntica) na infância e que já haviam ultrapassado.
E, por fim, fui ainda contactada por pessoas que se mostravam interessadas no assunto e que se encontravam até a realizar trabalhos relacionados com ele.

Digamos que essas pessoas, tal como eu, se procuravam agarrar a algo real, que lhes trouxesse esperança e ninguém as pode condenar por isso.
Claro que não podia ajudá-las mais, tal como elas não me podiam ajudar a mim. Mas talvez o simples partilhar experiências nos ajude a encarar os nossos problemas de uma outra perspectiva.

Creio que, neste ponto, o blog perdeu a sua utilidade. Pelo menos para mim. Mesmo que alguém me queira contactar (o que é pouco provável) terá sempre o e-mail aqui disponível.
Mas eu já não tenho 13 anos e já não tenho a mesma ingenuidade. Sei que aquilo que escrever a partir daqui será visto não como as palavras de uma criança ou mesmo de uma adolescente mas como de uma futura adulta. E penso que não possuo responsabilidade para isso. Talvez seja altura de guardar tudo (ou quase tudo) para mim ou de procurar outro lugar mais adequado para mim.
O meu objectivo foi cumprido, ainda que parcialmente. Hoje conheço-me melhor e sei mais sobre os meus limites do que sabia há algum tempo atrás. Mas ainda tenho muito para aprender e para crescer. E é por isso que decido acabar por aqui.
Preciso de encontrar o meu lugar no mundo, encontrar a minha verdadeira vocação. Tirar um curso superior não basta (ainda que faça parte dos meus planos e me possa levar onde quero chegar). Tenho outros objectivos a concretizar. Tenho medos a ultrapassar e angústias a combater. Tenho tanto a conhecer.
E creio que essa busca exterior passa, sobretudo, por um encontro interior. Por isso, tenho de crescer e deixar para trás tudo aquilo que não quero voltar (ou continuar) a ser.

Estes (quase) 6 anos passaram rápido e, no entanto, parece que foi há tanto tempo.... E foi.
Gostaria de poder dizer que sou uma pessoa diferente. Mas nunca o poderia ser.

Quero agradecer a todos os que sempre me acompanharam, apesar de poucos. Mas posso também dizer que apenas aqueles que sabem tudo aquilo que vivi e que estiveram do meu lado, são os mais importantes.

Foi difícil, não foi? Ainda assim, obrigada por não terem desistido de mim.

Espero, sinceramente, que tudo nas vossas vidas siga o melhor rumo possível e que as coisas (ou melhor, as pessoas) mais importantes estejam sempre presentes. O resto é secundário, ainda que muitas vezes invertamos os seus papéis.
E, acreditem, muitas vezes o poder de combater aquilo que vos faz infelizes está nas vossas mãos. Mas não tenham medo de procurar ajuda, é sempre mais fácil quando temos alguém do nosso lado.
Acima de tudo, não desistam de vocês mesmos.

Eu permaneço aqui, onde sempre estive. Até já!

sábado, 13 de agosto de 2011

Back to Black

Não, este post não tem nada a ver com a Amy Winehouse (só para quem, ao ler o título, se tenha lembrado de tal coisa).
É apenas mais um capítulo da saga da minha vida (tudo o que é demais enjoa...e isto já deve estar mais enjoativo do que a saga Twilight...). Enfim, adiante...
Gostaria muito de, pela primeira vez, poder "presentear" (se é que se pode considerar como tal) as raras pessoas que ainda visitam esta promíscua página com coisas lindas e positivas, para vos levantar o ânimo...quiçá colocar aqui umas imagens "fofinhas", umas citações filosóficas, umas frases inspiradas. Mas essa nunca foi a natureza deste blog e, lamento informar-vos, eu também ainda não mudei assim tanto.
Já tenho idade para ter juízo, é verdade, mas (dependendo do que as pessoas considerarem juízo) ainda estou um bocado longe de o alcançar.
Estou de férias há um bom tempo (quem diria...) e, se fosse há uns anitos atrás, deveria ter coisas mais animadas para colocar aqui acerca de bons momentos que já teria vivido. Mas parece que à medida que crescemos, a magia das coisas desaparece...ou porque nos tornamos mais exigentes, ou porque sentimos necessidade de outras coisas ou, simplesmente, porque os bons momentos deixam de existir. 
Que exagero! Os bons momentos existem, basta procurá-los... Juro que já fiz isso. Procurei por todo o lado e não os encontrei...é verdade que às vezes "arrumo" coisas e mais tarde não faço ideia do paradeiro delas mas acho que desta vez não é esse o caso. Acho que eles realmente não existem para mim (e não me venham dizer que é porque não quero porque, infelizmente, há muitas coisas que quero e não tenho...como toda a gente, é claro!). Mas desta vez não é culpa minha, juro...
Digamos que estou (de novo) numa daquelas fases que, afinal, já não são novidade nenhuma. É melhor aceitar isto como uma parte indissociável de mim.

É assim que isto funciona: uma parte das pessoas nasce para fazer coisas boas, para "embelezar" o mundo, para criar felicidade para si e para os outros; a outra parte nasce para fazer o inverso...
Odeio as "regras" deste mundo. Não basta ter alguns bons princípios para merecer a admiração dos outros, não basta fazermos o melhor que podemos para termos sucesso.
O segredo para sermos aceites na generalidade é: sermos bonitos, ricos (q.b), sociáveis, extrovertidos e termos algumas habilidades (à excepção de alguns casos pontuais).
Odeio pensar desta maneira tão estereotipada mas infelizmente é com esta realidade que me deparo e daí tiro as minhas conclusões, ainda que não tenham o mínimo sentido.
Claro que ninguém precisa ter dezenas de amigos, "rios" de dinheiro, uma vida social demasiado activa e um número elevado de habilidades/qualidades/talentos nem de ser um top model para ser feliz...
Mas há limites para tudo...e um pouco de tudo isso é o mínimo que se poderia exigir para cada ser humano. A vida não é justa, eu sei. E há pessoas com tão pouco e que, ainda assim, são felizes.
Mas não há medidas certas nem receita para a felicidade... E embora grande parte dessa felicidade dependa de nós, continuo a acreditar que ainda precisamos muito dos outros.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Devaneios à meia-noite

Não preciso de uma orientação, não preciso que me digam para ir para a esquerda ou para a direita. Não, não aceito viver nessa rectidão, nesse dualismo, nesse maniqueísmo.

Sou um ser permanentemente inquieto, desassossegado, por natureza; nunca conformado, nunca certo, nunca errado, nunca estável, nunca completo.

Se gosto de viver assim? Não, não gosto. Mas não sei viver de outra maneira.

Não aceito viver no preto ou no branco, sou uma mistura complexa; no entanto, por vezes deixo-me levar aos extremos…mas, afinal, quem não deixa? É inevitável cair, de vez em quando, num dos pólos. Pólos opostos mas serão, por isso, incompatíveis?

Será alguma forma de vida incompatível com outra? Quem definiu isso?
Quem esboçou esta morfologia, esta arquitectura social tão rígida, tão recta, tão certa, tão milimetricamente planeada, tão pormenorizadamente medida e de tão limadas arestas, que nos impede de aceitar a ambiguidade e a complexidade que caracterizam a espécie humana?

Quem definiu tais limites, tais barreiras, tais obstáculos que, a toda a hora, nos impedem de sermos autênticos e genuínos, levando-nos até à negação da nossa própria natureza, levando-nos a cair no fingimento de sermos outra coisa qualquer que não nós mesmos?

O Homem justifica-o, inevitavelmente, com uma resposta que agrada a (quase) todos, por conformismo, por hábito, ou simplesmente, por medo da confirmação de algo indesejável: são as leis impostas por Deus. E, assim sendo, todos aceitam, todos se calam e todos se submetem a essa verdade absoluta e universal porque, quando se trata de Deus, é indiscutível. E todos continuam as suas vidas de acordo com essas leis porque é assim que deve ser e é assim que vai continuar.

“Bem-aventurados os que choram porque serão consolados”. Será? Haja fé.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

I need a change

Não devia ser tão difícil encontrarmos pessoas com quem nos identifiquemos. Não devia ser tão difícil criar empatia, carinho e admiração por alguém. Ou, pelo menos, não deveríamos ser tão selectivos nas relações que estabelecemos com os outros.
Afinal, será que somos assim tão diferentes uns dos outros? Será que somos assim tão inatingíveis? Será que estamos assim tão distantes, ao ponto de não nos conseguirmos aproximar, de cumprimentar ou simplesmente sorrir para quem está ao nosso lado?
É verdade que não podemos simpatizar com toda a gente. Todos sabemos isso. Todos sabemos que há pessoas que simplesmente não têm nada a ver com as nossas expectativas e que, logo à partida, excluímos da nossa lista de pessoas potencialmente interessantes, que presumivelmente poderíamos vir a conhecer melhor. Mas daí a não conseguir estabelecer ligação com uma única pessoa que se cruza connosco numa determinada etapa do nosso caminho, vai um grande (e determinante) passo.
Talvez seja o sinal de que algo não está bem. Ou de que, simplesmente, nos estamos a afastar daquilo que esperávamos, dos ideais e expectativas que criámos para nós mesmos e para a nossa vida.
Querer uma mudança não é suficiente? Pode ser um passo mas não basta. Eu desejo desesperadamente uma mudança, um novo rumo para a minha vida. Mas simplesmente não sei como fazê-lo.
Ainda me tento conformar com a ideia do costume, de que o problema é dos outros, que as pessoas que me rodeiam é que são demasiado estranhas e que nunca, em situação alguma, me identificaria com elas; que noutras circunstâncias tudo seria diferente, que não é culpa minha.
Sim, talvez esta seja a minha zona de conforto e talvez não esteja suficientemente determinada a sair dela. Talvez não me esforce o suficiente. E sim, talvez algumas circunstâncias também não ajudem!
Mas sei que não devo aceitar isso como desculpa e conformar-me. Ou pelo menos, não deveria. E sei também que não devo deixar passar e pensar que, talvez daqui a uns tempos, as coisas melhorem. Porque se até aqui nada correu como deveria ter corrido, é muito pouco provável que alguma vez isso venha a acontecer.
De repente, vejo-me numa situação que é tudo menos aquilo com que alguma vez poderia ter sonhado.
Só queria que esta fase da minha vida fosse tudo aquilo que é esperado que seja. Queria chegar ao fim e sentir a mesma gratificação que os outros. Queria sentir que aquilo por que estou a passar é único, que é uma oportunidade que deve ser aproveitada ao máximo e que nunca mais voltarei a viver uma igual.
Mas para isso acontecer, há coisas que têm de mudar. Eu tenho de mudar.
Mas como?





I'm still looking for some answers. But, please, don't you give me any answer. I need to find it myself.

quinta-feira, 17 de março de 2011



Preciso de calor, preciso de momentos divertidos e alegres, preciso de um tempo para relaxar, ficar a sós ou simplesmente não pensar em nada.
Quero sentir-me livre (ainda que não o possa ser por muito tempo), não sentir angústias nem preocupações. Quero quebrar a rotina, fugir deste ritmo citadino, deste ambiente urbano, poluído, demasiado pesado para se enfrentar todos os dias.
É verdade que é na cidade que encontramos maiores oportunidades mas não há nada mais saudável para o corpo e sobretudo para a mente do que espaços livres e arejados, puros, sem intervenção do "bicho Homem", essa raça estranha, complexa e tão difícil de compreender.

E neste momento, creio que é disso que mais preciso: ficar longe de complicações, mistérios e problemas humanos.

Bom resto de semana para todos (tanto quanto for possível).

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011



(Emergency - Paramore)


Acho que temos uma emergência.
Não, não é preciso ligar para o 112. Provavelmente, se o fizesse, desligavam-me o telefone na cara.

Será que sou a única a estar farta e enjoada de toda esta euforia adolescente (ou pós-adolescente, o que parece ainda mais grave) sempre iminente, pronta a explodir?
Até aqui, ainda havia a desculpa das hormonas e sei lá que outros fenómenos mais, que ocorrem geralmente após a entrada na puberdade. Mas agora parece que já não há razão (admissível) para isso.
Okay, estou a ser uma grande idiota "estraga-prazeres", para não dizer pior. Afinal, o pessoal só se quer divertir. São jovens e têm a vida toda pela frente (nem que ela acabe amanhã), este é o melhor tempo das suas vidas.
Ainda assim, a minha mentalidade retardada não consegue perceber.
Pronto, não preciso de um psicólogo ou de uma pessoa com experiência de vida para me explicar porque me sinto assim. Acho que consigo lá chegar sozinha, pelo menos desta vez. Frustração é uma boa definição do que eu sinto. Essa palavra, por si só, seria suficiente para compreender tudo e para que me disessem "cala-te e deixa de ser estúpida, o problema é teu, não dos outros".
Sei bem que é. E também sei que não são os outros que têm de mudar. Até porque isso nunca aconteceria!
"O mundo sempre foi assim e sempre há-de ser", "Faz parte da vida", "Sê como és e não te importes com os outros", "Cada pessoa é diferente", "Diverte-te também, faz um esforço, não tens nada a perder". Bla bla bla. Mas quem é que quer saber isso?!
Senso comum, conselhos que passam de mão em mão, de boca em boca, de geração em geração. Coisas que não me interessam nem um pouco.
O que é que me interessa? A mim só me interessa criticar os outros. Revoltar-me com os outros. Para esconder aquilo que me incomoda em mim mesma. Para disfarçar, para não admitir que o problema é meu, para não dar o braço (e tudo o resto) a torcer.
Criticar a sociedade, criticar os jovens, criticar as convenções sociais, as "lamechices", as "brejeirices", os comas alcoólicos, as drogas, a guerra, as injustiças socias, os multimilionários, o "jet-set", os "velhos do restelo", a religião, os hábitos mundanos, o meio rural, a música pimba, o ontem, o hoje e o amanhã. No fundo, criticar tudo o que me faz sentir diferente dos outros.
Porquê? Porque sim. Apetece-me. Dá-me prazer. Ajuda-me a ocupar o meu tempo infrutífero com coisas ainda mais infrutíferas. Enquanto os outros saem, riem, se divertem e aproveitam a sua juventude, sem pensar em nada, limitando-se a viver.
Como gostava de ser assim. Agora, admiti a verdade.
Porque se eu fosse assim, poderia não ser mais feliz. Mas seria essa a impressão que os outros teriam de mim. E a impressão que os outros têm de nós é tão mais importante!
Manter as aparências. Sorrir. É isso que importa. Passar uma imagem positiva, de alguém que não se prende a limitações interiores, a estigmas, a medos e receios, a obstáculos, a auto-punições. Dar a impressão de que se é livre, ainda que nunca o possamos ser. Mas é bom demonstrar que o somos. É isso que atrai os outros.

E é isso que nunca conseguirei ter.

Talvez tivesse razão desde o início: acho que tenho uma emergência. Mas quem haveria de se importar com isso?

- "Get a life! stop blaming everyone for your own faults" - that's what I would say to myself if I was you.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Olá a todos.

Antes de mais, quero começar por desejar a todos um óptimo 2011 e que, neste novo ano, consigam alcançar muitas vitórias, contrariando todas as expectativas negativas que nos rodeiam.

Em segundo lugar, quero falar sobre um comentário que foi feito neste blog, por alguém que não conheço. Para já, agradeço a sua "preocupação" e os conselhos. Concordo com algumas das suas palavras mas, obviamente, não podia deixar de ficar consternada com outras. Sei bem que escrevo coisas tristes e deprimentes há muito tempo mas creio que uma das finalidades deste blog (para mim) é precisamente desabafar aquilo que me incomoda. Se pareço "triste há muito tempo", como o autor do comentário referiu, é precisamente porque escrevo as minhas inquietações e preocupações e creio que todos as temos, em todas as fases da vida. Portanto, se há três ou quatro anos, me inquietava o Mutismo Selectivo, nada me parecia mais normal do que falar sobre ele; se há um ano atrás andava revoltada com o mundo e as pessoas por motivos mais pessoais, também me parecia perfeitamente normal fazer desabafos sobre isso; se hoje tenho outro tipo de preocupações também me sinto no direito de as expressar. Resumindo, tudo aquilo que escrevo é o que me "vai na alma" e se não tenho coisas mais felizes para expressar, naturalmente não vou inventá-las (até porque "inventar" coisas tristes é muito mais simples, estão sempre muito mais presentes).
Mas não me parece que existam razões para considerar o meu blog uma "carta de suicídio", porque uma pessoa que escreve cartas de suicídio tão longas, não deve estar propriamente desesperada ao ponto de cometer um atentado tão fatal contra si próprio. E, apesar de não parecer, ainda estou (ou sou) bastante racional.
Podia perfeitamente ir procurar uma vida, arranjar algo interessante e produtivo para fazer, mas para quê? Já tenho muitas coisas que me ocupem (e, sim, auto-deprimir-me é uma delas, por vezes). Só para concluir (e espero esclarecer alguma dúvida), o que eu escrevo não é derivado de nenhuma perturbação ou patologia mental (embora às vezes pareça), mas sim da minha forma de pensar e encarar o mundo. E espero que as pessoas compreendam isso de uma vez por todas. Não escrevo para agradar ninguém nem para satisfazer os desejos literários dos outros (para isso é que existem grandes livros de grandes escritores!).

P.S: Ainda que não seja um elogio, agradeço (ainda que com alguma ironia) a comparação com o Kurt Cobain, apesar de não me identificar minimamente com ele nem com o fim que ele teve. A esta altura deve estar muito menos lúcido do que eu (lamento o sarcasmo da minha afirmação).

Para os outros leitores (aqueles que me conhecem), vim só actualizar. Tive uma fase muito ocupada e cansativa (de exames) e agora tenho finalmente alguns dias de descanso (merecidos, acho eu, apesar de ainda não estar satisfeita com os resultados...nada que seja novidade).


(30 Seconds to Mars - Closer To The Edge)

Apesar do título desta música (fantástica), não estou perto do precipício ou do limite (ou coisa que o valha). Não estou nem feliz nem infeliz. Mas garanto que já estive pior, o que é um avanço. Continuo eu mesma, com as minhas "pancadas", dúvidas, paradoxos, dilemas, incertezas e crises existenciais mas sempre exagerada e pessimista demais (segundo dizem, eu nem consigo reparar ;D).

Fiquem bem