Os pesadelos existem. E tornam-se reais com mais facilidade do que os sonhos. Estes destroem-se sem o mínimo esforço. Já os pesadelos duram para sempre. Nem que seja apenas na nossa cabeça.
Estou sem as mínimas condições para escrever. E, no entanto, estou a fazê-lo. E já sei que isso vai dar porcaria.
Odeio ser fraca. Odeio chorar à frente dos outros. Odeio ser ridícula. Estou cansada. Completamente cansada. Viver (ou tentar) tornou-se doloroso. E não há nada que eu possa fazer para inverter esta situação. Odeio que ponham as responsabilidades em cima de mim e me digam para ser forte. Eu não quero e não consigo ser forte. Só quero esquecer tudo o que me rodeia, quero esquecer este pesadelo.
Não sou nenhuma vítima. Mas estou farta de sofrer por causa dos outros. Queria ser capaz de passar por cima de tudo isso, ser completamente fria, insensível e imune à mágoa e à dor. Mas não consigo ser assim. E, por mais que tente, não consigo desprezar as pessoas. Posso fingir que desprezo mas não consigo fazê-lo realmente.
Sou uma idiota.
Não há amizades incondicionais. Quando é a própria felicidade que está em causa, as pessoas tornam-se frias, egoístas, injustas e cruéis. Não importa o sofrimento dos outros. Esta é a derradeira verdade.
É horrível quando as pessoas nos desiludem, quando os nossos sonhos se destroem, quando a nossa vida se torna um autêntico fracasso e perdemos todas as esperanças. É como se o mundo desabasse sobre nós.
Sim, eu exagero um bocado (ou muito). Se calhar não tenho razões para estar assim. Ao fim e ao cabo, todos me dizem o mesmo. E ninguém me diz aquilo que eu queria ouvir. Porque nada daquilo que está a acontecer é o que eu quero. Para as pessoas me dizerem o que eu quero ouvir, teriam de mentir. E isso não estaria certo. Mesmo assim, é horrível não haver uma única palavra vinda dos outros que me conforte.
Não há nada que eles possam dizer ou fazer. E não os condeno por isso. Só peço que me compreendam.
Não se preocupem, este pode ter sido um dos últimos posts deprimentes e estúpidos que leram neste blog estúpido.
Fiquem bem.
terça-feira, 24 de Novembro de 2009
domingo, 1 de Novembro de 2009
Automatic
Grande ausência. Tenho andado a pensar no que poderei escrever no blog porque às vezes sinto que isto já não tem utilidade nenhuma. A única coisa que sei fazer é falar das minhas angústias. E nem nisso sou completamente sincera. Também só faltava vir para aqui falar da minha vida pessoal e íntima. Escrevo pensamentos e sentimentos que acho que não revelam muito sobre mim. Coisas inofensivas e comuns a tantas outras pessoas no mundo. Angústias como as minhas existem em todo o lado, por esse mundo fora. Não sou a única a escrever esse tipo de coisas. Na verdade são apenas desabafos superficiais.
Mas, no fundo, as pessoas acabam por não saber quem eu sou de verdade. E é isso que torna o blog uma espécie de refúgio que me permite desabafar mas não me expõe demasiado (digo eu). Toda a gente está farta de ler esses desabafos estúpidos. Incluindo eu. Por isso a vontade de escrever aqui é praticamente nula. E como não sei ou não me apetece escrever sobre outras coisas, deixo o blog quase ao "abandono".
Não sei do que gosto de verdade. Ou até sei mas isso não interessa aos outros.
Não há nada que goste especialmente de fazer. Não tenho nenhum hobby, não tenho nenhum talento especial, não faço nada de diferente. Portanto não tenho nenhum assunto sobre o qual possa escrever.
Vou vivendo a minha vida medíocre e escrevendo desabafos típicos de uma adolescente angustiada e frustrada.
Às vezes gostava de ter um botão de reset. Dava-me tanto jeito. Estou farta de me "ouvir".
O que dizer sobre o meu verdadeiro eu? Odeio dizer isto mas não sei. Nem eu própria me conheço. Ainda não descobri o que ando aqui (entenda-se, no mundo) a fazer. E isso faz-me sentir muito perdida. As únicas coisas que sei são que por vezes me odeio, que vivo num sítio que odeio, que estudo numa escola que odeio, que faço coisas que odeio, que sinto e penso coisas que odeio sentir e pensar.
Tudo isso é automático. Odiar é automático, pensar é automático, sentir é automático. Pensando bem, o que é que nós fazemos que não é automático? Somos todos uns idiotas automáticos. (Peço desculpa por estar a generalizar a palavra "idiotas". É uma maneira de dizer, não estou a insultar ninguém, apenas a criticar a idiotice humana da qual nós, humanos, nem sequer temos culpa). Somos comandados a toda a hora por um órgão que tem tanto de fascinante como de irritante: o nosso cérebro. E isso faz-nos sentir pequenos e mesquinhos. Como é que um mero órgão, um monte de miolos (é o que é na verdade) pode ter um controlo tão completo sobre nós? Tudo o que nós somos resume-se a ele. E não podemos fazer nada contra isso. É automático.
Odeio ser automática. Queria ser genuína, instintiva, impulsiva, pelo menos uma vez na minha vida. Queria contrariar os impulsos automáticos, fazer diferente daquilo que o cérebro me manda fazer, ignorar os sinais que ele me envia, ser simplesmente autêntica. Às vezes sinto-me um brinquedo telecomandado. E até é uma boa comparação. Nós somos o brinquedo, o nosso cérebro é o comando. (Agora percebo como é deprimente ser um brinquedo!)
Somos automáticos a toda a hora, durante toda a nossa vida.
É por isso que odeio rotina: quando os dias são praticamente iguais, começamos a agir automaticamente. Se temos de fazer sempre as mesmas coisas essas coisas tornam-se automáticas. Os nossos gestos, as nossas palavras, até os nossos silêncios, é tudo automático.
O que fazemos, o que não fazemos, o que dizemos, o que não dizemos, é quase sempre automático. Tudo o que evitamos num dia, evitaremos no dia seguinte e continuaremos a evitar até ao fim. Porque torna-se automático. E quando as coisas se tornam automáticas, é difícil invertê-las. Aprendemos a viver com isso ainda que contra a nossa vontade. Mas temos a triste capacidade de nos habituarmos àquilo que não queremos e que nos faz sentir mal. E isso é extremamente estúpido (o ser humano tem capacidades um tanto estúpidas que, no fundo, talvez até tenham alguma utilidade).
Enfim, acho que o meu discurso estúpido acaba aqui. Continuo à espera do dia em que terei uma ideia luminosa acerca dum assunto interessante para escrever aqui (se também quiserem esperar, recomendo-vos que tenham uma cadeira à disposição ou qualquer outra coisa onde se possam sentar).
Se calhar vou inspirar-me nas novas músicas dos meus ídolos, afinal foi uma dessas músicas que me inspirou para o discurso sobre as coisas automáticas. Devem ser das poucas coisas que ainda me inspiram e me fazem sentir compreendida. Há letras que me fazem sentir que poderia ter sido eu a escrevê-las, não porque ache que o conseguisse fazer mas porque fazem todo o sentido nesta fase da minha vida e têm um significado concreto,não são meras letras escritas ao acaso. É isso que mais admiro neles, especialmente no vocalista que escreve a maior parte das letras. Estranhamente, o que eu mais gosto nele é o seu lado melancólico e a perspectiva crítica com que encara o mundo e as pessoas (definitivamente a aparência diz-nos muito pouco sobre as pessoas). Isto foi um simples aparte que não vos interessa minimamente mas já agora que estou a falar neste assunto, tenho de dizer que, se tudo correr bem, os Tokio Hotel estarão de volta a Portugal no próximo ano para dar um concerto e como seria de esperar estou "em pulgas".
Pronto, essas são as únicas actualizações que tenho a fazer.
O resto deprime-me e nem adianta falar nisso. O que posso fazer? Suportar como sempre. Suportar, suportar e suportar. Fazer as coisas sozinha. Aguentar sozinha. Chorar sozinha. É o melhor.
O ser humano tem capacidade para aguentar tantas coisas más que não tenho razões para pensar que essas coisas são o fim do mundo. Talvez conseguisse aguentar muito mais. Todos conseguimos. Às vezes vejo casos de pessoas que me deixam boquiaberta e interrogo-me se alguma vez conseguiria aguentar os problemas por que elas passam, se alguma vez teria a força que essas pessoas têm. Talvez sim, talvez não. Nem todos lidamos com as dificuldades da mesma maneira. Mas até que não soframos de um "atentado" físico, conseguiremos sobreviver. O nosso cérebro aguenta o resto. O resto é suportável, ainda que muitas vezes nos pareça que não
e só nos apeteça desistir. O resto é abstracto, imaterial e não tem qualquer consequência directa na nossa vida nem provoca nenhum dano físico. Portanto, só nos resta aguentar.
Tenham uma boa semana.
(Tokio Hotel - Automatic acoustic version)
Mas, no fundo, as pessoas acabam por não saber quem eu sou de verdade. E é isso que torna o blog uma espécie de refúgio que me permite desabafar mas não me expõe demasiado (digo eu). Toda a gente está farta de ler esses desabafos estúpidos. Incluindo eu. Por isso a vontade de escrever aqui é praticamente nula. E como não sei ou não me apetece escrever sobre outras coisas, deixo o blog quase ao "abandono".
Não sei do que gosto de verdade. Ou até sei mas isso não interessa aos outros.
Não há nada que goste especialmente de fazer. Não tenho nenhum hobby, não tenho nenhum talento especial, não faço nada de diferente. Portanto não tenho nenhum assunto sobre o qual possa escrever.
Vou vivendo a minha vida medíocre e escrevendo desabafos típicos de uma adolescente angustiada e frustrada.
Às vezes gostava de ter um botão de reset. Dava-me tanto jeito. Estou farta de me "ouvir".
O que dizer sobre o meu verdadeiro eu? Odeio dizer isto mas não sei. Nem eu própria me conheço. Ainda não descobri o que ando aqui (entenda-se, no mundo) a fazer. E isso faz-me sentir muito perdida. As únicas coisas que sei são que por vezes me odeio, que vivo num sítio que odeio, que estudo numa escola que odeio, que faço coisas que odeio, que sinto e penso coisas que odeio sentir e pensar.
Tudo isso é automático. Odiar é automático, pensar é automático, sentir é automático. Pensando bem, o que é que nós fazemos que não é automático? Somos todos uns idiotas automáticos. (Peço desculpa por estar a generalizar a palavra "idiotas". É uma maneira de dizer, não estou a insultar ninguém, apenas a criticar a idiotice humana da qual nós, humanos, nem sequer temos culpa). Somos comandados a toda a hora por um órgão que tem tanto de fascinante como de irritante: o nosso cérebro. E isso faz-nos sentir pequenos e mesquinhos. Como é que um mero órgão, um monte de miolos (é o que é na verdade) pode ter um controlo tão completo sobre nós? Tudo o que nós somos resume-se a ele. E não podemos fazer nada contra isso. É automático.
Odeio ser automática. Queria ser genuína, instintiva, impulsiva, pelo menos uma vez na minha vida. Queria contrariar os impulsos automáticos, fazer diferente daquilo que o cérebro me manda fazer, ignorar os sinais que ele me envia, ser simplesmente autêntica. Às vezes sinto-me um brinquedo telecomandado. E até é uma boa comparação. Nós somos o brinquedo, o nosso cérebro é o comando. (Agora percebo como é deprimente ser um brinquedo!)
Somos automáticos a toda a hora, durante toda a nossa vida.
É por isso que odeio rotina: quando os dias são praticamente iguais, começamos a agir automaticamente. Se temos de fazer sempre as mesmas coisas essas coisas tornam-se automáticas. Os nossos gestos, as nossas palavras, até os nossos silêncios, é tudo automático.
O que fazemos, o que não fazemos, o que dizemos, o que não dizemos, é quase sempre automático. Tudo o que evitamos num dia, evitaremos no dia seguinte e continuaremos a evitar até ao fim. Porque torna-se automático. E quando as coisas se tornam automáticas, é difícil invertê-las. Aprendemos a viver com isso ainda que contra a nossa vontade. Mas temos a triste capacidade de nos habituarmos àquilo que não queremos e que nos faz sentir mal. E isso é extremamente estúpido (o ser humano tem capacidades um tanto estúpidas que, no fundo, talvez até tenham alguma utilidade).
Enfim, acho que o meu discurso estúpido acaba aqui. Continuo à espera do dia em que terei uma ideia luminosa acerca dum assunto interessante para escrever aqui (se também quiserem esperar, recomendo-vos que tenham uma cadeira à disposição ou qualquer outra coisa onde se possam sentar).
Se calhar vou inspirar-me nas novas músicas dos meus ídolos, afinal foi uma dessas músicas que me inspirou para o discurso sobre as coisas automáticas. Devem ser das poucas coisas que ainda me inspiram e me fazem sentir compreendida. Há letras que me fazem sentir que poderia ter sido eu a escrevê-las, não porque ache que o conseguisse fazer mas porque fazem todo o sentido nesta fase da minha vida e têm um significado concreto,não são meras letras escritas ao acaso. É isso que mais admiro neles, especialmente no vocalista que escreve a maior parte das letras. Estranhamente, o que eu mais gosto nele é o seu lado melancólico e a perspectiva crítica com que encara o mundo e as pessoas (definitivamente a aparência diz-nos muito pouco sobre as pessoas). Isto foi um simples aparte que não vos interessa minimamente mas já agora que estou a falar neste assunto, tenho de dizer que, se tudo correr bem, os Tokio Hotel estarão de volta a Portugal no próximo ano para dar um concerto e como seria de esperar estou "em pulgas".
Pronto, essas são as únicas actualizações que tenho a fazer.
O resto deprime-me e nem adianta falar nisso. O que posso fazer? Suportar como sempre. Suportar, suportar e suportar. Fazer as coisas sozinha. Aguentar sozinha. Chorar sozinha. É o melhor.
O ser humano tem capacidade para aguentar tantas coisas más que não tenho razões para pensar que essas coisas são o fim do mundo. Talvez conseguisse aguentar muito mais. Todos conseguimos. Às vezes vejo casos de pessoas que me deixam boquiaberta e interrogo-me se alguma vez conseguiria aguentar os problemas por que elas passam, se alguma vez teria a força que essas pessoas têm. Talvez sim, talvez não. Nem todos lidamos com as dificuldades da mesma maneira. Mas até que não soframos de um "atentado" físico, conseguiremos sobreviver. O nosso cérebro aguenta o resto. O resto é suportável, ainda que muitas vezes nos pareça que não
e só nos apeteça desistir. O resto é abstracto, imaterial e não tem qualquer consequência directa na nossa vida nem provoca nenhum dano físico. Portanto, só nos resta aguentar.
Tenham uma boa semana.
(Tokio Hotel - Automatic acoustic version)
terça-feira, 22 de Setembro de 2009
Já sei que nunca adianta dizer que da próxima vez farei um post optimista. Isso nunca acontece e, nos próximos tempos, dificilmente acontecerá. Lamento muito mas não tenho culpa de ser assim e não tenho culpa de me sentir no fundo do poço.
Afinal este é só mais um ano como todos os outros. E nem pensei que pudesse ser diferente. Acho que o conformismo está mais do que entranhado em mim.
Adolescência? Que porcaria é essa? Não me venham cá dizer que é uma fase maravilhosa porque não concordarei (a não ser quando estiver bem velha ou às portas da morte).
A minha auto-estima está completamente no fundo se é que existe um fundo neste buraco escuro em que me encontro.
Lá estou eu a exagerar (Típico).
Odeio a minha imagem. Odeio tudo em mim. E nada me pode fazer mudar de ideias. Basta olhar-me ao espelho para perceber por que razão sou tão desprezível. Odeio a minha cara, odeio o meu corpo.
Não sou como as outras raparigas de 17 anos. Quem vai interessar-se por uma miúda reles, completamente magricela e com a cara cheia de borbulhas? Ninguém.
Não adianta dizerem que isso não tem importância nenhuma. Quem se lembra do que é ser adolescente não pode condenar-me. Só que, neste caso, a diferença entre mim e a grande maioria dos outros adolescentes é que eu não tenho meros momentos de desânimo, não tenho meros complexos e alterações de humor numa certa altura do mês, não tenho meras descidas do nível de auto-estima. Estes pensamentos são constantes, são diários, são permanentes. E têm um tal controlo sobre mim que conseguem deixar-me de rastos.
Posso estar a exagerar de novo. Afinal quando estou "em baixo" tenho tendência para exagerar mais do que o normal. E acho que tenho alguma noção disso.
Mas a verdade é que não me sinto bem comigo mesma. E não sei se alguma vez vou sentir. Acho que nunca vou atingir o meu equilíbrio interior. Quando digo que quero mudar não é apenas psicologicamente ou a nível comportamental. É também fisicamente. Mas já disse a mim mesma "não há nada a fazer". E mesmo assim não consigo deixar de me sentir mal.
Se calhar sou injusta ( e também tenho noção disso) e talvez não mereça nada do que tenho.
Por vezes não consigo controlar a minha raiva e revolta em relação a outras pessoas. Não consigo evitá-lo, é mais forte do que eu. Talvez no fundo seja apenas inveja (Não sou tão ingénua e boa pessoa como aparento ser). Há muitas coisas que os outros não sabem sobre mim. E também não precisam saber. A verdade é que consigo ser fria e arrogante quando a situação o exige.
Deixei de acreditar em muitas coisas. Começo a achar que os sonhos de nada valem. E ter esperança também não. Porque atrás dos sonhos e da esperança vem sempre (ou quase sempre) a desilusão. E depois é muito mais difícil voltar a acreditar e a sentir vontade de viver. O melhor é viver sem acreditar em nada. Pode ser que, desse modo, a vida nos impressione. É preferível viver desse modo.
Acho que vou acabar por aqui. No fundo, isto foi um mero desabafo. Podia nem sequer publicá-lo como faço tantas vezes mas...parece que é para isso que o blog serve.
Peço desculpa se feri susceptibilidades.
Fiquem bem!
Afinal este é só mais um ano como todos os outros. E nem pensei que pudesse ser diferente. Acho que o conformismo está mais do que entranhado em mim.
Adolescência? Que porcaria é essa? Não me venham cá dizer que é uma fase maravilhosa porque não concordarei (a não ser quando estiver bem velha ou às portas da morte).
A minha auto-estima está completamente no fundo se é que existe um fundo neste buraco escuro em que me encontro.
Lá estou eu a exagerar (Típico).
Odeio a minha imagem. Odeio tudo em mim. E nada me pode fazer mudar de ideias. Basta olhar-me ao espelho para perceber por que razão sou tão desprezível. Odeio a minha cara, odeio o meu corpo.
Não sou como as outras raparigas de 17 anos. Quem vai interessar-se por uma miúda reles, completamente magricela e com a cara cheia de borbulhas? Ninguém.
Não adianta dizerem que isso não tem importância nenhuma. Quem se lembra do que é ser adolescente não pode condenar-me. Só que, neste caso, a diferença entre mim e a grande maioria dos outros adolescentes é que eu não tenho meros momentos de desânimo, não tenho meros complexos e alterações de humor numa certa altura do mês, não tenho meras descidas do nível de auto-estima. Estes pensamentos são constantes, são diários, são permanentes. E têm um tal controlo sobre mim que conseguem deixar-me de rastos.
Posso estar a exagerar de novo. Afinal quando estou "em baixo" tenho tendência para exagerar mais do que o normal. E acho que tenho alguma noção disso.
Mas a verdade é que não me sinto bem comigo mesma. E não sei se alguma vez vou sentir. Acho que nunca vou atingir o meu equilíbrio interior. Quando digo que quero mudar não é apenas psicologicamente ou a nível comportamental. É também fisicamente. Mas já disse a mim mesma "não há nada a fazer". E mesmo assim não consigo deixar de me sentir mal.
Se calhar sou injusta ( e também tenho noção disso) e talvez não mereça nada do que tenho.
Por vezes não consigo controlar a minha raiva e revolta em relação a outras pessoas. Não consigo evitá-lo, é mais forte do que eu. Talvez no fundo seja apenas inveja (Não sou tão ingénua e boa pessoa como aparento ser). Há muitas coisas que os outros não sabem sobre mim. E também não precisam saber. A verdade é que consigo ser fria e arrogante quando a situação o exige.
Deixei de acreditar em muitas coisas. Começo a achar que os sonhos de nada valem. E ter esperança também não. Porque atrás dos sonhos e da esperança vem sempre (ou quase sempre) a desilusão. E depois é muito mais difícil voltar a acreditar e a sentir vontade de viver. O melhor é viver sem acreditar em nada. Pode ser que, desse modo, a vida nos impressione. É preferível viver desse modo.
Acho que vou acabar por aqui. No fundo, isto foi um mero desabafo. Podia nem sequer publicá-lo como faço tantas vezes mas...parece que é para isso que o blog serve.
Peço desculpa se feri susceptibilidades.
Fiquem bem!
quinta-feira, 10 de Setembro de 2009
Sou aquilo que os outros me fazem ser
Aqui estou eu de novo. Não quero sequer pensar que as férias estão a acabar e que o pesadelo vai recomeçar. Mas mesmo não querendo, acabo por pensar de qualquer maneira.
Sinto vontade de escrever mas não sei o que dizer. Só me ocorrem pensamentos deprimentes, coisas que aborrecem os outros e que até a mim mesma saturam.
Mas de que adianta escrever sobre banalidades ou coisas que não sinto nem têm a mínima importância para mim?
Preciso falar sobre as coisas que me atormentam. Mesmo que isso aborreça os outros. Eu preciso disto.
Estou sempre a repetir o mesmo, é verdade. Não me liberto dos maus pensamentos porque insisto em pensar nas coisas más. Também é verdade. Mas quem consegue abstrair-se das coisas más quando elas estão sempre lá, quando os outros fazem questão de as lembrar, quando os outros nos fazem sentir ainda pior do que já estamos?
Juro que às vezes gostava de poder fugir.
Estou farta de me sentir um fardo para os outros. Estou farta de ouvir todos os dias as mesmas conversas deprimentes. Por vezes só queria ter um momento de paz, uma vida estável, uma adolescência normal. Mas já sei que isso é pedir muito.
As outras pessoas não compreendem. Nem fazem ideia porque é que me sinto assim.
Estou farta deste lugar.
Mesmo que eu tente ser normal, nunca serei. Não no meio dos outros adolescentes. Não enquanto estiver aqui.
Estou farta da opressão, do preconceito relativamente à diferença.
Durante toda a minha vida só ouvi coisas do género "não podes dizer isso", "cala-te que alguém pode ouvir", "nunca faças isso", "devias ser como aquela(s)",etc.
Proibições, imposições, comparações.
Ainda bem que descobri que há mais mundo para além disto. Ainda bem que descobri que poderei construir o meu caminho, à minha maneira e que posso ter opiniões e ideias diferentes das dos outros. Um dia. Quando estiver preparada para isso.
Neste momento (ainda) não consigo deixar de permitir que os outros me façam sentir culpada por tudo o que acontece de errado à minha volta. Preciso crescer (muito) para conseguir inverter essa situação, para permitir-me culpar alguém por alguma coisa que está errada na minha vida. No entanto, eu sei que a culpa não é inteiramente minha. Simplesmente ainda não consigo deixar de me sentir um peso nas vidas dos outros, um estorvo, uma causadora de chatices e aborrecimentos, chegando ao ponto de, muitas vezes, pensar que seria melhor não ter nascido. Mas nem nisso tenho culpa portanto nada posso fazer para o mudar.
Eu tenho problemas, os outros têm problemas, todos temos problemas. Só não queria, jamais, que os meus problemas fossem um transtorno para os outros. Mas se, muitas vezes, os outros também fazem questão de tornar os seus problemas num transtorno para mim, será que devo culpar-me desta maneira? Talvez não.
Enfim, por vezes sou egoísta, injusta e drasticamente exagerada. Não me levem demasiado a sério.
Até ao próximo post (prometo que vou tentar não ser tão pessimista).
Fiquem bem.
Sinto vontade de escrever mas não sei o que dizer. Só me ocorrem pensamentos deprimentes, coisas que aborrecem os outros e que até a mim mesma saturam.
Mas de que adianta escrever sobre banalidades ou coisas que não sinto nem têm a mínima importância para mim?
Preciso falar sobre as coisas que me atormentam. Mesmo que isso aborreça os outros. Eu preciso disto.
Estou sempre a repetir o mesmo, é verdade. Não me liberto dos maus pensamentos porque insisto em pensar nas coisas más. Também é verdade. Mas quem consegue abstrair-se das coisas más quando elas estão sempre lá, quando os outros fazem questão de as lembrar, quando os outros nos fazem sentir ainda pior do que já estamos?
Juro que às vezes gostava de poder fugir.
Estou farta de me sentir um fardo para os outros. Estou farta de ouvir todos os dias as mesmas conversas deprimentes. Por vezes só queria ter um momento de paz, uma vida estável, uma adolescência normal. Mas já sei que isso é pedir muito.
As outras pessoas não compreendem. Nem fazem ideia porque é que me sinto assim.
Estou farta deste lugar.
Mesmo que eu tente ser normal, nunca serei. Não no meio dos outros adolescentes. Não enquanto estiver aqui.
Estou farta da opressão, do preconceito relativamente à diferença.
Durante toda a minha vida só ouvi coisas do género "não podes dizer isso", "cala-te que alguém pode ouvir", "nunca faças isso", "devias ser como aquela(s)",etc.
Proibições, imposições, comparações.
Ainda bem que descobri que há mais mundo para além disto. Ainda bem que descobri que poderei construir o meu caminho, à minha maneira e que posso ter opiniões e ideias diferentes das dos outros. Um dia. Quando estiver preparada para isso.
Neste momento (ainda) não consigo deixar de permitir que os outros me façam sentir culpada por tudo o que acontece de errado à minha volta. Preciso crescer (muito) para conseguir inverter essa situação, para permitir-me culpar alguém por alguma coisa que está errada na minha vida. No entanto, eu sei que a culpa não é inteiramente minha. Simplesmente ainda não consigo deixar de me sentir um peso nas vidas dos outros, um estorvo, uma causadora de chatices e aborrecimentos, chegando ao ponto de, muitas vezes, pensar que seria melhor não ter nascido. Mas nem nisso tenho culpa portanto nada posso fazer para o mudar.
Eu tenho problemas, os outros têm problemas, todos temos problemas. Só não queria, jamais, que os meus problemas fossem um transtorno para os outros. Mas se, muitas vezes, os outros também fazem questão de tornar os seus problemas num transtorno para mim, será que devo culpar-me desta maneira? Talvez não.
Enfim, por vezes sou egoísta, injusta e drasticamente exagerada. Não me levem demasiado a sério.
Até ao próximo post (prometo que vou tentar não ser tão pessimista).
Fiquem bem.
domingo, 9 de Agosto de 2009
(Welcome To My Life - Simple Plan)
Estou em mais uma daquelas fases incompreensíveis. No fundo, sinto que sempre fui diferente daqueles que me rodeiam e nunca deixarei de ser. E isso é frustrante. Muito.
Todos mudam. Só eu é que não. E não percebo porquê. Pergunto-me a toda a hora se a culpa é minha, se poderia fazer algo para ser diferente. Mas chego sempre à mesma conclusão: por mais que eu tente parecer diferente, mesmo que tente acreditar que mudei um pouco, que evoluí, que cresci, nunca vou conseguir livrar-me do sentimento de inferioridade, do medo completamente exagerado e despropositado.
Falta menos de um ano para completar 18 anos, aquela idade que muitos consideram a passagem para a maioridade. E em relação a isso só sinto medo. Sempre olhei para os adultos como pessoas muito superiores a mim, não só na idade mas na autoridade, na capacidade de controlo, na responsabilidade. Achava ou esperava que quando chegasse à idade deles conseguiria ser como eles. E agora não falta tanto tempo assim e eu sinto-me assustada, desamparada, perdida.
Não consigo deixar de culpar esta adolescente cobarde que sou agora, não consigo deixar de sentir que desiludi aquela criança que fui um dia, a criança que tinha esperança de um dia crescer, ganhar asas e voar. E ao mesmo tempo, não consigo deixar de culpar essa criança, porque se ela tivesse enfrentado o medo mais cedo, agora tudo seria diferente e eu poderia ser uma adolescente normal (ou quase).
Isto é ridículo. Eu sei. Como posso dividir-me em duas partes e deixar que essas duas partes se culpem uma à outra se, no fundo, essas partes constituem uma pessoa só? Na verdade, a única pessoa a quem quero atribuir culpas sou eu mesma, só não quero admiti-lo porque sei que isso não é correcto. Então vivo nesta batalha estúpida a tentar agarrar-me a uma prova inexistente de que nada posso fazer para evitar estas circunstâncias. Procuro uma razão para me conformar. E, no entanto, sei que a única coisa a fazer é continuar a enfrentar e a lutar, se assim alguma vez lhe pude chamar.
Durante mais de 10 anos fugi, escondi-me, refugiei-me no meu conformismo e também no conformismo daqueles que me rodeavam. Quando senti que não podia fugir mais, tentei deixar-me levar. E porque é tão difícil libertar-me por completo destas correntes que me prendem ao passado?
Se as pessoas continuam a olhar para mim como olhavam há vários anos atrás, como querem que eu me liberte?
Não posso culpá-las por nada saberem sobre mim, por serem ignorantes (nesse aspecto), por não saberem como lidar com a situação mas continua a magoar quando as oiço fazerem perguntas do género "então, ela já soltou a língua?", como se eu não estivesse ali e vou-me embora só para não ouvir a conversa apesar de saber que lhes respondem que "graças a deus, está melhor. Está a ir".
Quem me dera poder dizer às pessoas que não foi deus nenhum a ajudar-me, que acreditei demasiado tempo que isso ia acontecer e que, felizmente, percebi um dia que não haveria um milagre, que não acordaria um dia com vontade de falar com toda a gente porque tinha sido iluminada pela graça divina. Fui estúpida o suficiente para, durante muito tempo, acreditar que a força e a vontade de mudar caíria do céu ou de qualquer outro sítio.
Agora, não tenho qualquer fé em fenómenos divinos e, apesar de isso não me fazer mais feliz, também não me faz mais infeliz. É uma pena que tenha nascido num lugar onde para as pessoas, tudo o que acontece é por obra divina. Certamente deviam achar que eu sempre estive possessa por algum espírito maligno. O que mais me revolta não é a ignorância dos outros, é a estupidez.
Penso que por hoje já desabafei o suficiente, talvez o suficiente para chocar alguém e peço desculpa se o fiz.
Já agora, sei que algumas pessoas vão ficar a pensar que estou assim porque aconteceu alguma coisa recentemente. Não é verdade, tudo o que escrevi aqui são coisas que se vão acumulando lá no fundo e de vez em quando emergem, como aconteceu agora. Não tem qualquer importância :)
Quanto ao vídeo que coloquei no início do post, acho que a letra enquadra-se perfeitamente no meu estado de espírito naqueles momentos em que estou mesmo no fundo.
Agora já estou melhor. Desabafar é um bom remédio.
Fiquem bem.
sexta-feira, 31 de Julho de 2009
I'm back
Estou de volta.
Já nem fazia ideia do tempo que estive ausente do blog. Entretanto acabaram as aulas, fiz os exames que me correram muito melhor do que esperava e entrei oficialmente de férias. Passei algum tempo no Algarve com os meus padrinhos e agora estou de novo em casa.
Não tenho muito a dizer. Ou apenas não me apetece. Vim só actualizar.
Resta-me um mês e mais alguns dias de férias, o que não é muito. Gostaria de aproveitar este tempo ao máximo mas nem tudo depende da minha vontade. Aliás, poucas são as coisas que dependem exclusivamente da minha vontade.
Durante este tempo vou tentar, pelo menos, não pensar em coisas que não devo. Esse é um dos meus maiores erros: pensar demasiado em vez de agir. Desperdiço demasiado tempo.
Hoje não estou com inspiração ou sequer vontade para escrever.
Portanto, deixo-vos com uma música e despeço-me desejando a todos umas óptimas férias (para quem as tiver). Fiquem bem.
Já nem fazia ideia do tempo que estive ausente do blog. Entretanto acabaram as aulas, fiz os exames que me correram muito melhor do que esperava e entrei oficialmente de férias. Passei algum tempo no Algarve com os meus padrinhos e agora estou de novo em casa.
Não tenho muito a dizer. Ou apenas não me apetece. Vim só actualizar.
Resta-me um mês e mais alguns dias de férias, o que não é muito. Gostaria de aproveitar este tempo ao máximo mas nem tudo depende da minha vontade. Aliás, poucas são as coisas que dependem exclusivamente da minha vontade.
Durante este tempo vou tentar, pelo menos, não pensar em coisas que não devo. Esse é um dos meus maiores erros: pensar demasiado em vez de agir. Desperdiço demasiado tempo.
Hoje não estou com inspiração ou sequer vontade para escrever.
Portanto, deixo-vos com uma música e despeço-me desejando a todos umas óptimas férias (para quem as tiver). Fiquem bem.
domingo, 31 de Maio de 2009
Hoje completei mais um aniversário. 17 anos. Na verdade, não estava entusiasmada por isso. Envelhecer, ou crescer (como preferirem dizer), não é algo que me anime muito. Mesmo assim, fazer anos implica quase sempre receber carinho e atenção dos outros, receber prendas (ainda que isso não seja muito importante), comer doces, festejar. Acho que todos gostamos disso.
Eu não esperava nada de diferente neste dia. Seria apenas mais um aniversário, um almoço em família, receber algumas prendas, soprar as velas num bolo.
Mas este dia superou as minhas expectativas. Acho que nunca tive um aniversário assim. Já tinha feito muitas festas com amigas mas isso só acontecera porque as convidara. Desta vez foi uma completa surpresa. Nunca imaginei que me pudessem fazer algo assim.
Organizaram tudo sem eu imaginar. Só desconfiei hoje quando, depois do almoço, os meus padrinhos me disseram para ir com eles a um sítio. Já sabia que algo ia acontecer. Mas não esperava que fosse assim. Taparam-me os olhos e fizeram-me entrar numa sala. Quando a porta abriu, ouvi pessoas a gritar "parabéns". Destaparam-me os olhos e vi algumas das minhas amigas. Todas ali à minha espera. Depois a minha melhor amiga começou a tocar uma música dos meus ídolos (Tokio Hotel) na guitarra e duas outras amigas cantaram. Eu já estava com vontade de chorar assim que entrei lá dentro e, nesse momento, foi o "desabamento". Não conseguia acreditar naquilo, parecia simplesmente um sonho. Foi tão incrível.
Vi outras amigas minhas também com lágrimas nos olhos. Sem dúvida, foi um momento emocionante.
Recebi abraços, recebi prendas, recebi palavras carinhosas. Foram todo(a)s fantástico(a)s!
«Agora não podes dizer que tens poucos amigos», foi o que várias pessoas me disseram. Tudo isto porque, em muitas alturas, tenho a "mania" de dizer que não tenho muitos amigos e que ninguém (ou quase ninguém) gosta de mim. Não sei se aquilo que me fizeram hoje foi apenas uma maneira de me convencer do contrário ou se foi porque realmente acharam que eu merecia. De qualquer modo, foi especial. E acho que nunca esquecerei este dia.
Até doces e um bolo de aniversário levaram. E nunca desconfiei de nada.
Enfim, fiquei emocionada. E penso que isso é natural. Sem dúvida não voltarei a dizer que não tenho muitos amigos porque descobri que, na verdade, o que importa não é ter muitos amigos mas sim ter bons amigos. E eu penso que tenho alguns bons e grandes amigos. Foi uma grande surpresa, sem dúvida. E, naturalmente, as coisas boas não duram para sempre.
Acho que estou a ficar "depressiva" de novo. Sou incompreensível.
Amanhã começa mais uma semana de aulas. É a última porque depois vou ter uma semana para estudar para os exames. E estou completamente lixada! Só me apetece desistir disso tudo!
É melhor esquecerem esta última parte do post. Eu apenas queria dizer que hoje tive um dia inesquecível. Ou parte dele. Muito obrigada a todos (ou todas) que estiveram presentes, um especial agradecimento à minha melhor amiga porque foi ela que teve a iniciativa, obrigada também à minha família. São momentos como aquele que me mostram que afinal vale a pena viver e que há sempre pessoas do nosso lado. Obrigada a todos.
Eu não esperava nada de diferente neste dia. Seria apenas mais um aniversário, um almoço em família, receber algumas prendas, soprar as velas num bolo.
Mas este dia superou as minhas expectativas. Acho que nunca tive um aniversário assim. Já tinha feito muitas festas com amigas mas isso só acontecera porque as convidara. Desta vez foi uma completa surpresa. Nunca imaginei que me pudessem fazer algo assim.
Organizaram tudo sem eu imaginar. Só desconfiei hoje quando, depois do almoço, os meus padrinhos me disseram para ir com eles a um sítio. Já sabia que algo ia acontecer. Mas não esperava que fosse assim. Taparam-me os olhos e fizeram-me entrar numa sala. Quando a porta abriu, ouvi pessoas a gritar "parabéns". Destaparam-me os olhos e vi algumas das minhas amigas. Todas ali à minha espera. Depois a minha melhor amiga começou a tocar uma música dos meus ídolos (Tokio Hotel) na guitarra e duas outras amigas cantaram. Eu já estava com vontade de chorar assim que entrei lá dentro e, nesse momento, foi o "desabamento". Não conseguia acreditar naquilo, parecia simplesmente um sonho. Foi tão incrível.
Vi outras amigas minhas também com lágrimas nos olhos. Sem dúvida, foi um momento emocionante.
Recebi abraços, recebi prendas, recebi palavras carinhosas. Foram todo(a)s fantástico(a)s!
«Agora não podes dizer que tens poucos amigos», foi o que várias pessoas me disseram. Tudo isto porque, em muitas alturas, tenho a "mania" de dizer que não tenho muitos amigos e que ninguém (ou quase ninguém) gosta de mim. Não sei se aquilo que me fizeram hoje foi apenas uma maneira de me convencer do contrário ou se foi porque realmente acharam que eu merecia. De qualquer modo, foi especial. E acho que nunca esquecerei este dia.
Até doces e um bolo de aniversário levaram. E nunca desconfiei de nada.
Enfim, fiquei emocionada. E penso que isso é natural. Sem dúvida não voltarei a dizer que não tenho muitos amigos porque descobri que, na verdade, o que importa não é ter muitos amigos mas sim ter bons amigos. E eu penso que tenho alguns bons e grandes amigos. Foi uma grande surpresa, sem dúvida. E, naturalmente, as coisas boas não duram para sempre.
Acho que estou a ficar "depressiva" de novo. Sou incompreensível.
Amanhã começa mais uma semana de aulas. É a última porque depois vou ter uma semana para estudar para os exames. E estou completamente lixada! Só me apetece desistir disso tudo!
É melhor esquecerem esta última parte do post. Eu apenas queria dizer que hoje tive um dia inesquecível. Ou parte dele. Muito obrigada a todos (ou todas) que estiveram presentes, um especial agradecimento à minha melhor amiga porque foi ela que teve a iniciativa, obrigada também à minha família. São momentos como aquele que me mostram que afinal vale a pena viver e que há sempre pessoas do nosso lado. Obrigada a todos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)